26/01/2016 | Biografias de Ícones do Espiritismo
José Herculano Pires
Espírita divulgador, filósofo, escritor e professor, fundou o Clube dos Jornalistas Espíritas de São Paulo. Durante quatro anos manteve no mesmo jornal uma coluna em parceria com Chico Xavier sob o título “Chico Xavier pede Licença”. Foi Diretor fundador da revista “Educação Espírita” publicada pela Edicel. Colaborou na tradução da Revista Espírita. Ao desencarnar deixou vários originais, os quais vêm sendo publicados pela Editora Paidéia.
José Herculano Pires, nasceu na cidade de Avaré, no estado de São Paulo em 25/09/1914, e desencarnou na capital do mesmo em 09/03/1979. Filho do farmacêutico José Pires Correia e da pianista Bonina Amaral Simonetti Pires. Fez seus primeiros estudos em Avaré, Itaí e Cerqueira César.
Revelou sua vocação literária desde que começou a escrever. Aos 9 anos fez o seu primeiro soneto, um decassílabo sobre o Largo São João, da sua cidade natal. Aos 16 anos publicou seu primeiro livro, “Sonhos Azues” (contos), e aos 18 anos o segundo livro, “Coração” (poemas livres e sonetos). Já possuía seis cadernos de poemas na gaveta, colaborava nos jornais e revistas da época, da província de São Paulo e do Rio.
Teve vários contos publicados com ilustrações na Revista da Semana e no Malho.. Foi um dos fundadores da União Artística do Interior (UAI), que promoveu dois concursos literários, um de poemas pela sede da UAI em Cerqueira César, e outro de contos pela Seção de Sorocaba.
Mário Graciotti o incluiu entre os colaboradores permanentes da seção literária de A Razão, em São Paulo, que publicava um poema de sua autoria todos os domingos. Transformou (1928) o jornal político de seu pai em semanário literário e órgão da UAI. Mudou-se para Marília em 1940 (com 26 anos), onde adquiriu o jornal “Diário Paulista” e o dirigiu durante seis anos.
Com José Geraldo Vieira, Zoroastro Gouveia, Osório Alves de Castro, Nichemaja Sigal, Anthol Rosenfeld e outros promoveu, através do jornal, um movimento literário na cidade e publicou “Estradas e Ruas” (poemas) que Érico Veríssimo e Sérgio Millet comentaram favoravelmente.
Em 1946 mudou-se para São Paulo e lançou seu primeiro romance, “O Caminho do Meio”, que mereceu críticas elogiosas de Afonso Schimidt, Geraldo Vieira e Wilson Martins. Repórter, redator, secretário, cronista parlamentar e crítico literário dos Diários Associados. Exerceu essas funções na Rua 7 de Abril por cerca de trinta anos.
Autor de 81 livros de Filosofia, Ensaios, Histórias, Psicologia, Pedagogia, Parapsicologia, Romances e Espiritismo, vários em parceria com Chico Xavier, sendo a maioria inteiramente dedicada ao estudo e divulgação da Doutrina Espírita. Lançou a série de ensaios Pensamento da Era Cósmica e a série de romances e novelas de Ficção Científica Paranormal.
Alegava sofrer de grafomania, escrevendo dia e noite. Não tinha vocação acadêmica e não seguia escolas literárias. Seu único objetivo era comunicar o que achava necessário, da melhor maneira possível.
Graduado em Filosofia pela USP em 1958, publicou uma tese existencial: “O Ser e a Serenidade”. De 1959 a 1962, exerceu a cadeira de filosofia da educação na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (UNESP) de Araraquara, cidade em que também trabalhou incansavelmente para a Doutrina Espírita.
Foi membro titular do Instituto Brasileiro de Filosofia, seção de São Paulo, onde lecionou psicologia. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo de 1957 a 1959. Foi professor de Sociologia no curso de jornalismo ministrado pelo Sindicato.
José Herculano Pires fez a palestra de inauguração da Sociedade Beneficente Batuíra, mais conhecido como o Centro Espírita Batuíra, na cidade de Araraquara, no dia 30/09/1963. Foi presidente e professor do Instituto Paulista de Parapsicologia de São Paulo. Organizou e dirigiu cursos de Parapsicologia para os Centros Acadêmicos: da Faculdade de Medicina da USP, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, da Escola Paulista de Medicina e em diversas cidades e colégios do interior.
Fundou o Clube dos Jornalistas Espíritas de São Paulo em 23/01/1948. O Clube funcionou por 22 anos. Herculano foi membro da Academia Paulista de Jornalismo onde ocupou a Cadeira “Cornélio Pires” em 1964. Herculano pertenceu também a União Brasileira de Escritores, onde exerceu o cargo de Diretor e Membro do Conselho no ano de 1964.
José Herculano Pires foi Chefe do Sub-Gabinete da Casa Civil da Presidência da República no governo do Sr. Jânio Quadros no ano de 1961, onde permaneceu até a renuncia do mesmo. Espírita desde a idade de 22 anos, não poupou esforço na divulgação falada e escrita da Doutrina Codificada por Allan Kardec, tarefa essa à qual dedicou a maior parte da sua vida.
Durante 20 anos manteve uma coluna diária de Espiritismo nos Diários Associados com o pseudônimo de Irmão Saulo. Durante quatro anos manteve no mesmo jornal uma coluna em parceria com Chico Xavier sob o título “Chico Xavier pede Licença”.
Foi Diretor fundador da revista “Educação Espírita” publicada pela Edicel. Em 1954 publicou Barrabás, que recebeu um prêmio do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, constituindo o primeiro volume da Trilogia Caminhos do Espírito.
Publicou em 1975, Lázaro e, com o romance Madalena, concluiu a Trilogia. Traduziu cuidadosamente as obras da Codificação Kardecista enriquecendo-as com notas explicativas nos rodapés. Essas traduções foram doadas a diversas editoras espíritas no Brasil, Portugal, Argentina e Espanha. Colaborou com o Dr. Júlio Abreu Filho na tradução da Revista Espírita. Ao desencarnar deixou vários originais, os quais vêm sendo publicados pela Editora Paidéia.
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26/01/2016 | Biografias de Ícones do Espiritismo
Joanna de Ângelis
Espírito de Luz que nos convida, pelos seus inúmeros livros psicografados por Divaldo Franco, ao auto-encontro, à busca interior. Dedica-se a escrever obras que enfocam nosso aspecto psicológico, sempre ressaltando Jesus – O modelo e guia – chamando-nos à reflexão sempre com palavras muito reconfortantes. Suas obras são de grande profundidade.
Um espírito que irradia ternura e sabedoria, despertando-nos para a vivência do amor na sua mais elevada expressão, mesmo que, para vivê-lo, seja-nos imposta grande soma de sacrifícios. Trata-se do Espírito que se faz conhecido pelo nome JOANNA DE ÂNGELIS, e que, nas estradas dos séculos, vamos encontrá-la na mansa figura de JOANA DE CUSA, numa discípula de Francisco de Assis, na grandiosa SÓROR JUANA INÉS DE LA CRUZ e na intimorata JOANA ANGÉLICA DE JESUS.
Joana de Cusa
Joana de Cusa, segundo informações de Humberto de Campos, no livro “Boa Nova”, era alguém que possuía verdadeira fé. Narra o autor que: “Entre a multidão que invariavelmente acompanhava JESUS nas pregações do lago, achava-se sempre uma mulher de rara dedicação e nobre caráter, das mais altamente colocadas na sociedade de Cafarnaum.
Tratava-se de Joana, consorte de Cusa, intendente de ntipas, na cidade onde se conjulgavam interesses vitais de comerciantes e de pescadores”. O seu esposo, alto funcionário de Herodes, não lhe compartilhava os anseios de espiritualidade, não tolerando a doutrina daquele Mestre que Joana seguia com acendrado amor.
Vergada ao peso das injunções domésticas, angustiada pela incompreensão e intolerância do esposo, buscou ouvir a palavra de conforto de JESUS que, ao invés de convidá-la a engrossar as fileiras dos que O seguiam pelas ruas e estradas da Galiléia, aconselhou-a a seguí-Lo a distância, servindo-o dentro do próprio lar, tornando-se um verdadeiro exemplo de pessoa cristã, no atendimento ao próximo mais próximo: seu esposo, a quem deveria servir com amorosa dedicação, sendo fiel a Deus, amando o companheiro do mundo como se fora seu filho.
JESUS traçou-lhe um roteiro de conduta que lhe facultou viver com resignação o resto de sua vida. Mais tarde, tornou-se mãe. Com o passar do tempo, as atribuições se foram avolumando. O esposo, após uma vida tumultuada e inditosa, faleceu, deixando Joana sem recursos e com o filho para criar. Corajosa, buscou trabalhar. Esquecendo “o conforto da nobreza material, dedicou-se aos filhos de outras mães, ocupou-se com os mais subalternos afazeres domésticos, para que seu filhinho tivesse pão”.
Trabalhou até a velhisse. Já idosa, com os cabelos embranquecidos, foi levada ao circo dos martírios, juntamente com o filho moço, para testemunhar o amor por JESUS, o Mestre que havia iluminado a sua vida acenando-lhe com esperanças de um amanhã feliz. Narra Humberto de Campos, no livro citado: “Ante o vozerio do povo, foram ordenadas as primeiras flagelações. – Abjura!… – exclama um executor das ordens imperiais, de olhar cruel e sombrio.
A antiga discípula do Senhor contempla o céu, sem uma palavra de negação ou de queixa. Então o açoite vibra sobre o rapaz seminu, que exclama, entre lágrimas: – “Repudia a JESUS, minha mãe!… Não vês que nós perdemos?! Abjura!… por mim, que sou teu filho!…” Pela primeira vez, dos olhos da mártir corre a fonte abundante das lágrimas. As rogativas do filho são espadas de angustia que lhe retalham o coração.
Após recordar sua existência inteira, responde: “- Cala-te, meu filho! JESUS era puro e não desdenhou o sacrifício. Saibamos sofrer na hora dolorosa, porque, acima de todas as felicidades transitórias do mundo, é preciso ser fiel a DEUS!” Logo em seguida, as labaredas consomem o seu corpo envelhecido, libertando-a para a companhia do seu Mestre, a quem tão bem soube servir e com quem aprendeu a sublimar o amor..
Uma discípula de Francisco de Assis Séculos depois, Francisco, o “Pobrezinho de Deus”, o “Sol de Assis”, reorganiza o “Exército de Amor do Rei Galileu”, ela também se candidata a viver com ele a simplicidade do Evangelho de Jesus, que a tudo ama e compreende, entoando a canção da fraternidade universal.
SOROR JUANA INÉS DE LA CRUZ No século XVII ela reaparece no cenário do mundo, para mais uma vida dedicada ao Bem. Renasce em 1651 na pequenina San Miguel Nepantla, a uns oitenta quilômetros da cidade do México, com o nome de JUANA DE ASBAJE Y RAMIREZ DE SANTILLANA, filha de pai basco e mãe indígena.
Após 3 anos de idade, fascinada pelas letras, ao ver sua irmã aprender a ler e escrever, engana a professora e diz-lhe que sua mãe mandara pedir-lhe que a alfabetizasse. A mestra, acostumada com a precocidade da criança, que já respondia ás perguntas que a irmã ignorava, passa a ensinar-lhe as primeiras letras. Começou a fazer versos aos 5 anos.
Aos 6 anos, Juana dominava perfeitamente o idioma pátrio, além de possuir habilidades para costura e outros afazeres comuns às mulheres da época. Soube que existia no México uma Universidade e empolgou-se com a idéia de no futuro, poder aprender mais e mais entre os doutores. Em conversa com o pai, confidenciou suas perspectivas para o futuro.
Dom Manuel, como um bom espanhol, riu-se e disse gracejando: -“Só se você se vestir de homem, porque lá só os rapazes ricos podem estudar.” Juana ficou surpresa com a novidade, e logo correu à sua mãe solicitando insistentemente que a vestisse de homem desde já, pois não queria, em hipótese alguma, ficar fora da Universidade.
Na Capital, aos 12 anos, Juana aprendeu latim em 20 aulas, e português, sozinha. Além disso, falava nahuatl, uma língua indígena. O Marquês de Mancera, querendo criar uma corte brilhante, na tradição européia, convidou a menina-prodígio de 13 anos para dama de companhia de sua mulher. Na Corte encantou a todos com sua beleza, inteligência e graciosidade, tornando-se conhecida e admirada pelas suas poesias, seus ensaios e peças bem-humoradas.
Um dia, o Vice-rei resolveu testar os conhecimentos da vivaz menina e reuniu 40 especialistas da Universidade do México para interrogá-la sobre os mais diversos assuntos. A platéia assistiu, pasmada, àquela jovem de 15 anos responder, durante horas, ao bombardeio das perguntas dos professores.
E tanto a platéia como os próprios especialistas aplaudiram-na, ao final, ficando satisfeito o Vice-rei. Mas, a sua sede de saber era mais forte que a ilusão de prosseguir brilhando na Corte. A fim de se dedicar mais aos seus estudos e penetrar com profundidade no seu mundo interior, numa busca incessante de união com o divino, ansiosa por compreender Deus através de sua criação, resolveu ingressar no Convento das Carmelitas Descalças, aos 16 anos de idade.
Desacostumada com a rigidez ascética, adoeceu e retornou à Corte. Seguindo orientação de seu confessor, foi para a ordem de São Jerônimo da Conceição, que tem menos obrigações religiosas, podendo dedicar-se às letras e à ciência.
Tomou o nome de SÓROR JUANA INÉS DE LA CRUZ. Na sua confortável cela, cercada por inúmeros livros, globos terrestres, instrumentos musicais e científicos, Juana estudava, escrevia seus poemas, ensaios, dramas, peças religiosas, cantos de Natal e música sacra. Era frequentemente visitada por intelectuais europeus e do Novo Mundo, intercambiando conhecimentos e experiências.
A linda monja era conhecida e admirada por todos, sendo os seus escritos popularizados não só entre os religiosos, como também entre os estudantes e mestres das Universidades de vários lugares.
Era conhecida como a “Monja da Biblioteca”. Se imortalizou também por defender o direito da mulher de ser inteligente, capaz de lecionar e pregar livremente. Em 1695 houve uma epidemia de peste na região. Juana socorreu durante o dia e a noite as suas irmãs reliogiosas que, juntamente com a maioria da população, estavam enfermas.
Foram morrendo, aos poucos, uma a uma das suas assistidas e quando não restava mais religiosas, ela, abatida e doente, tombou vencida, aos 44 anos de idade. SÓROR JOANA ANGÉLICA DE JESUS Passados 66 anos do seu regresso à Pátria Espiritual, retornou, agora na cidade de Salvador na Bahia, em 1761, como JOANA ANGÉLICA, filha de uma abastada família.
Aos 21 anos de idade ingressou no Convento da Lapa, como franciscana, com o nome de SÓROR JOANA ANGÉLICA DE JESUS, fazendo profissão de Irmã das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição. Foi irmã, escrivã e vigária, quando, e, 1815, tornou-se Abadessa e, no dia 20 de fevereiro de 1822, defendendo corajosamente o Convento, a casa do Cristo, assim como a honra das jovens que ali moravam, foi assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil.
Nos planos divinos, já havia uma programação para esta sua vida no Brasil, desde antes, quando reencarnara no México como Sóror Juana Inés de La Cruz. Daí, sua facilidade estrema para aprender português. É que, nas terras brasileiras, estavam reencarnados, e reencarnariam brevemente, Espíritos ligados a ela, almas comprometidas com a Lei Divina, que faziam parte de sua família espiritual e aos quais desejava auxiliar.
Dentre esses afeiçoados a Joanna de Ângelis, destacamos Amélia Rodrigues, educadora, poetisa, romancista, dramaturga, oradora e contista. JOANNA NA ESPIRITUALIDADE
Quando, na metade do século passado, “as potências do Céu” se abalaram, e um movimento de renovação se alastrou pela América e pala Europa, fazendo soar aos “quatro cantos” a canção da esperança com a revelação da vida imortal, Joanna de ngelis integrou a equipe do Espírito de Verdade, para o trabalho de implantação do Cristianismo redivivo, do Consolador prometido por Jesus.
E ela, no livro “Após a Tempestade”, em sua última mensagem, referindo-se aos componentes de sua equipe de trabalho diz: “Quando se preparavam os dias da Codificação Espírita, que ando se convocavam trabalhadores dispostos à luta, quando se anunciavam as horas preditas, quando se arregimentavam seareiros para Terra, escutamos o convite celeste e nos apressamos a oferecer nossas parcas forças, quanto nós mesmos, a fim de servir, na ínfima condição de sulcadores do solo onde deveriam cair as sementes de luz do Evangelho do Reino.”
Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” vamos encontrar duas mensagens assinadas por “Um Espírito amigo”. A primeira, no Cap. IX, item 7 com o título “A paciência”, escrita em Havre, 1.862. A segunda no Cap. XVIII itens 13 e 15 intitulada “Dar-se-á àquele que tem”, psicografada no mesmo ano que a anterior, na cidade de Bordéus.
Se observarmos bem, veremos a mesma Joanna que nos escreve hoje, ditando no passado uma bela página, como o modelo das nossas atitudes, em qualquer situação. No mundo Espiritual, Joanna estagia numa bonita região, próxima da Crosta terrestre.
Quando vários Espíritos ligados a ela, antigos cristãos equivocados se preparavam para reencarnar, reuniu a todos e planejou construir na Terra, sob o céu da Bahia no Brasil, uma cópia, embora imperfeita, da Comunidade onde estagiava no Plano Espiritual, com o objetivo de, redimindo os antigos cristãos, criar uma experiência educativa que demonstrasse a viabilidade de se viver numa comunidade, realmente cristã, nos dias atuais.
Espíritos gravemente enfermos, não necessariamente vinculados aos seus orientadores encarnados, viriam na condição de órfãos, proporcionando oportunidade de burilamento, ao tempo em que, eles próprios, se iriam liberando das injunções cármicas mais dolorosas e avançando na direção de Jesus. Engenheiros capacitados foram convidados para traçarem os contornos gerais dos trabalhos e instruírem os pioneiros da futura Obra.
Quando estava tudo esboçado, Joanna procurou entrar em contato com Francisco de Assis, solicitando que examinasse os seus planos e auxiliasse na concretização dos mesmos, no Plano Material. O “Pobrezinho de Deus” concordou com a Mentora e se prontificou a colaborar com a Obra, desde que “nessa Comunidade jamais fosse olvidado o amor aos infelizes do mundo, ou negada a Caridade aos “filhos do Calvário”, nem se estabelecesse a presunção que é vérmina a destruir as melhores edificações do sentimento moral’.
Quase um século foi passado, quando os obreiros do Senhor iniciaram na Terra, em 1947, a materialização dos planos de Joanna, que inspirava e orientava, secundada por Técnicos Espirituais dedicados que espalhavam ozônio especial pela psicosfera conturbada da região escolhida, onde seria construída a “Mansão do Caminho”, nome dado à alusão à “Casa do Caminho” dos primeiros cristãos.
Nesse ínterim, os colaboradores foram reencarnando, em lugares diversos, em épocas diferente, com instrução variada e experiências diversificadas para, aos poucos, e quando necessário, serem “chamados” para atender aos compromissos assumidos na espiritualidade. Nem todos, porém, residiriam na Comunidade, mas, de onde se encontrassem, enviariam a sua ajuda, estenderiam a mensagem evangélica, solidários e vigilantes, ligados ao trabalho comum.
A Instituição crescendo sempre comprometida a assistir os sofredores da Terra, os tombados nas provações, os que se encontram a um passo da loucura e do suicídio. Graças às atividades desenvolvidas, tanto no plano material como no plano espiritual, com a terapia de emergência a recém-desencarnados e atendimentos especiais, a “Mansão do Caminho” adquiriu uma vibração de espiritualidade que suplantas humanas vibrações dos que ali residem e colaboram.
Sendo mentora do maior divulgador da Doutrina Espírita encarnado na Terra, Divaldo Franco, ela escreve pela sua mediunidade e nos presenteia com inúmeras obras abrangendo ao auto-encontro, a reflexão quanto às atitudes no dia-a-dia e os ensinamentos de Jesus, visando propiciar-nos paz e serenidade perante os desafios da vida.
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26/01/2016 | Biografias de Ícones do Espiritismo
Ivon Costa
Foi um dos mais notáveis conferencistas espíritas do Brasil, contribuindo decisivamente com sua palavra abalizada e esclarecedora no sentido de dinamizar a difusão da Doutrina Espírita, o que fez com fibra inquebrantável e verdadeiro denodo.
Nascido na Cidade de São Manuel – MG, hoje Eugenópolis, no dia 15 de julho de 1898 e desencarnado em Porto Alegre -RS, no dia 9 de janeiro de 1934, com apenas 35 anos de idade, Ivon Costa foi um dos mais notáveis conferencistas espíritas do Brasil, contribuindo decisivamente com sua palavra abalizada e esclarecedora no sentido de dinamizar a difusão da Doutrina Espírita, o que fez com fibra inquebrantável e verdadeiro denodo.
Dotado de invejável dom de oratória e possuindo um magnetismo contagiante e uma voz privilegiada, arrebatava os auditórios com a força de sua argumentação. Foi seminarista, entretanto, quando faltavam apenas dezenove dias para a sua ordenação sacerdotal, constatou-se que ele não possuía certidão de batismo. Em face da confusão estabelecida, Ivon desistiu de seguir a carreira eclesiástica. Dirigiu-se, então, para o Rio de Janeiro onde estudou e se diplomou em Medicina.
Era notável poliglota, falando perfeitamente o francês, o inglês, o alemão e o espanhol. Atravessando, certa vez, uma fase difícil em sua vida, viu-se defronte de um centro espírita, onde se realizava uma reunião pública.
Movido por estranho impulso adentrou a sede da instituição e ali ouviu os comentários sobre a Codificação Kardequiana. Ao retirar-se, estava transformado, pois havia encontrado a resposta a todas as suas indagações. Tornou-se espírita e iniciou logo as tarefas de pregador.
Possuindo sólida bagagem intelectual e médium que era, destacava-se com raro brilhantismo na tribuna, mantendo, além disso, diálogo com os assistentes, a fim de esclarecer melhor os argumentos empregados nas conferências. Não existe cidade importante do Brasil – à época -, onde Ivon Costa não tenha efetuado palestras.
Era um tribuno extraordinário, de largos recursos de lógica. Sabia abordar os temas com eloqüência e brilho. Aceitava, freqüentemente discussões públicas, tendo mantido algumas cuja palma não coube ao adversário. Percorreu também países da Europa, dentre eles Portugal, Espanha, França, Holanda, Bélgica e Luxemburgo.
Certa vez, ia falar em Maceió – AL, num teatro alugado, mas, pouco antes da conferência, o teatro foi fechado por ordem do bispo local. O público, inconformado com a atitude do clero, levou-o à praça, onde a palestra foi realizada.
Em represália, os sinos da igreja repicaram e alguns fanáticos lhe atiraram pedras; porém, ele suportou tudo com estoicismo e verdadeiro espírito de renúncia. Ivon Costa residiu dois anos na Alemanha. Em seguida mudou-se para Paris, onde exerceu a função de intérprete de cinema, na Paramount.
Em todos os lugares por onde passava, deixava as sementes da Doutrina dos Espíritos. Também participou do Congresso Internacional de Espiritismo, em Haia, Holanda. Em 1932 Ivon Costa retornou definitivamente para o Brasil, passando a residir em Porto Alegre, onde clinicava gratuitamente.
Podemos afirmar que Ivon Costa foi o primeiro espírita que mais excursionou no propósito de propagar os ideais reencarnacionistas, sendo a sua tarefa muito semelhante àquela desempenhada pelos grandes tribuno Vianna de Carvalho e Divaldo Franco. Da sua obra missionária resultou a fundação de elevado número de sociedades espíritas em todo o Brasil.
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26/01/2016 | Biografias de Ícones do Espiritismo
Eurípedes Barsanulfo
Autodidata, lecionava inúmeras disciplinas tendo fundado, em sua cidade natal, o Colégio Allan Kardec, sendo, assim, um dos pioneiros na implantação das escolas espíritas no Brasil. Defensor e divulgador incansável da Doutrina Espírita e médium excepcional, em seus desdobramentos trabalhava no atendimento de pobres e enfermos, aos quais fornecia medicamentos gratuitamente.
Nascido em 1º de maio de 1880, na pequena cidade de Sacramento, Estado de Minas Gerais, e desencarnado na mesmo cidade, aos 38 anos de idade, em 1º de novembro de 1918. Logo cedo manifestou-se nele profunda inteligência e senso de responsabilidade, acervo conquistado naturalmente nas experiências de vidas pretéritas.
Era ainda bem moço, porém muito estudioso e com tendências para o ensino, por isso foi incumbido pelo seu mestre-escola de ensinar aos próprios companheiros de aula. Respeitável representante político de sua comunidade, tornou- se secretário da Irmandade de São Vicente de Paula, tendo participado ativamente da fundação do jornal “Gazeta de Sacramento” e do “Liceu Sacramentano”.
Logo viu- se guindado à posição natural de líder, por sua segura orientação quanto aos verdadeiros valores da vida. Através de informações prestadas por um dos seus tios, tomou conhecimento da existência dos fenômenos espíritas e das obras da Codificação Kardequiana. Diante dos fatos voltou totalmente suas atividades para a nova Doutrina, pesquisando por todos os meios e maneiras, até desfazer totalmente suas dúvidas.
Despertado e convicto, converteu-se sem delongas e sem esmorecimentos, identificando-se plenamente com os novos ideais, numa atitude sincera e própria de sua personalidade, procurou o vigário da Igreja matriz onde prestava sua colaboração, colocando à disposição do mesmo o cargo de secretário da Irmandade. Repercutiu estrondosamente tal acontecimento entre os habitantes da cidade e entre membros de sua própria família.
Em poucos dias começou a sofrer as consequências de sua atitude incompreendida. Persistiu lecionando e entre as matérias incluiu o ensino do Espiritismo, provocando reação em muitas pessoas da cidade, sendo procurado pelos pais dos alunos, que chegaram a oferecer- lhe dinheiro para que voltasse atrás quanto à nova matéria e, ante sua recusa, os alunos foram retirados um a um.
Sob pressões de toda ordem e impiedosas perseguições, Eurípedes sofreu forte traumatismo, retirando- se para tratamento e recuperação em uma cidade vizinha, época em que nele desabrocharam várias faculdades mediúnicas, em especial a de cura, despertando- o para a vida missionária.
Um dos primeiros casos de cura ocorreu justamente com sua própria mãe que, restabelecida, se tornou valiosa assessora em seus trabalhos. A produção de vários fenômenos fez com que fossem atraídas para Sacramento centenas de pessoas de outras paragens, abrigando- se nos hotéis e pensões, e até mesmo em casas de famílias, pois a todos Barsanulfo atendia e ninguém saía sem algum proveito, no mínimo o lenitivo da fé e a esperança renovada e, quando merecido, o benefício da cura, através de bondosos Benfeitores Espirituais.
Auxiliava a todos, sem distinção de classe, credo ou cor e, onde se fizesse necessária a sua presença, lá estava ele, houvesse ou não condições materiais. Jamais esmorecia e, humildemente, seguia seu caminho cheio de percalços, porém animado do mais vivo idealismo. Logo sentiu a necessidade de divulgar o Espiritismo, aumentando o número dos seus seguidores.
Para isso fundou o “Grupo Espírita Esperança e Caridade”, no ano de 1905, tarefa na qual foi apoiado pelos seus irmãos e alguns amigos, passando a desenvolver trabalhos interessantes, tanto no campo doutrinário, como nas atividades de assistência social. Certa ocasião caiu em transe em meio dos alunos, no decorrer de uma aula.
Voltando a si, descreveu a reunião havida em Versailles, França, logo após a I Guerra Mundial, dando os nomes dos participantes e a hora exata da reunião quando foi assinado o célebre tratado. Em 1º de abril de 1907, fundou o Colégio Allan Kardec, que se tornou verdadeiro marco no campo do ensino.
Esse instituto de ensino passou a ser conhecido em todo o Brasil, tendo funcionado ininterruptamente desde a sua inauguração, com a média de 100 a 200 alunos, até o dia 18 de outubro, quando foi obrigado a cerrar suas portas por algum tempo, devido à grande epidemia de gripe espanhola que assolou nosso país.
Seu trabalho ficou tão conhecido que, ao abrirem-se as inscrições para matrículas, as mesmas se encerravam no mesmo dia, tal a procura de alunos, obrigando um colégio da mesma região, dirigido por freiras da Ordem de S. Francisco, a encerrar suas atividades por falta de freqüentadores.
Liderado a pulso forte, com diretriz segura, robustecia-se o movimento espírita na região e esse fato incomodava sobremaneira o clero católico, passando este, inicialmente de forma velada e logo após, declaradamente, a desenvolver uma campanha difamatória envolvendo o digno missionário e a doutrina de libertação, que foi galhardamente defendida por Eurípedes, através das colunas do jornal “Alavanca”, discorrendo principalmente sobre o tema: “Deus não é Jesus e Jesus não é Deus”, com argumentação abalizada e incontestável, determinando fragorosa derrota dos seus opositores que, diante de um gigante que não conhecia esmorecimento na luta, mandaram vir de Campinas, Estado de São Paulo, o reverendo Feliciano Yague, famoso por suas pregações e conhecimentos, convencidos de que com suas argumentações e convicções infringiriam o golpe derradeiro no Espiritismo.
Foi assim que o referido padre desafiou Eurípedes para uma polêmica em praça pública, aceita e combinada em termos que foi respeitada pelo conhecido apóstolo do bem. No dia marcado o padre iniciou suas observações, insultando o Espiritismo e os espíritas, “doutrina do demônio e seus adeptos, loucos passíveis das penas eternas”, numa demonstração de falso zelo religioso, dando assim testemunho público do ódio, mostrando sua alma repleta de intolerância e de sectarismo.
A multidão, que se mantinha respeitosa e confiante na réplica do defensor do Espiritismo, antevia a derrota dos ofensores, pela própria fragilidade dos seus argumentos vazios e inconsistentes.
O missionário sublime aguardou serenamente sua oportunidade, iniciando sua parte com uma prece sincera, humilde e bela, implorando paz e tranquilidade para uns e luz para outros, tornando o ambiente propício para inspiração e assistência do plano maior e em seguida iniciou a defesa dos princípios nos quais se alicerçavam seus ensinamentos.
Com delicadeza e lógica, dando vazão à sua inteligência, descortinou os desvirtuamentos doutrinários apregoados pelo Reverendo, reduzindo-o à insignificância dos seus parcos conhecimentos, corroborado pela manifestação alegre e ruidosa da multidão que desde o princípio confiou naquele que facilmente demonstrava a lógica dos ensinos apregoados pelo Espiritismo.
Ao terminar a famosa polêmica e reconhecendo o estado de alma do Reverendo, Eurípedes aproximou-se dele e abraçou-o fraternalmente, como sinceros eram seus pensamentos e suas atitudes. Barsanulfo seguiu com dedicação as máximas de Jesus Cristo até o último instante de sua vida terrena, por ocasião da pavorosa epidemia de gripe que assolou o mundo em 1918, ceifando vidas, espalhando lágrimas e aflição, redobrando o trabalho do grande missionário, que a previra muito antes de invadir o continente americano, sempre falando na gravidade da situação que ela acarretaria.
Manifestada em nosso continente, veio encontrá-lo à cabeceira de seus enfermos, auxiliando centenas de famílias pobres. Havia chegado ao término de sua missão terrena. Esgotado pelo esforço despendido, desencarnou no dia 1o. de novembro de 1918, às 18 horas, rodeado de parentes, amigos e discípulos. Sacramento em peso, em verdadeira romaria, acompanhou-lhe o corpo material até a sepultura, sentindo que ele ressurgia para uma vida mais elevada e mais sublime.
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26/01/2016 | Biografias de Ícones do Espiritismo
Divaldo Pereira Franco
O maior divulgador da Doutrina Espírita encarnado e o maior orador da Terra atualmente, ele é o embaixador do Espiritismo no Planeta. Psicografa obras dos espíritos Joanna de Ângelis (sua mentora), Amélia Rodrigues, Victor Hugo, Manoel Philomeno de Miranda, dentre outros.
Divaldo Pereira Franco nasceu em 5 de Maio de 1927 na cidade de Feira de Santana (BA), sendo que foi o último dos treze filhos do casal Francisco Pereira Franco e Ana Alves Franco, ambos já desencarnados. Desde sua infância já comunicava-se com os espíritos, de modo que a amizade sincera de um pequeno Espírito alegrou ainda mais os seus dias.
Era o índio Jaguaraçu, que quer dizer: “Onça Grande”. Ele vinha brincar com Divaldo no quintal de sua casa todos os dias. O índio aparentava ter uns cinco anos. Os dois amiguinhos brincavam sem perceber as horas passarem. Subiam em árvores, corriam pelo quintal, armavam lindos presépios na época de Natal. Colhiam musgos e folhagens para enfeitar as lapinhas, como eram chamados os presépios.
Quando jovem, foi abalado pela morte de seus dois irmãos mais velhos, fato que o deixou traumatizado e enfermo, sendo conduzido a diversos especialistas na área da Medicina, sem contudo, lograr qualquer resultado satisfatório. Apareceu então, em sua vida, D. Ana Ribeiro Borges, que o conduziu à Doutrina Espírita, libertando-o do trauma e trazendo consolações, tanto para ele como para toda a família.
Dedicou-se, a partir de então, ao estudo do Espiritismo. Aos poucos foi aprimorando suas faculdades mediúnicas, através do correto exercício e continuado estudo do Espiritismo.
Tendo estudado na Escola Normal Rural de Feira de Santana, recebeu o diploma de professor primário, em 1943. Transferiu residência para Salvador no ano de 1945, com 18 anos de idade na atual existência, tendo concorrido ao IPASE (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado), onde ingressou em 5 de Dezembro de 1945 como escriturário, permanecendo como funcionário até a sua aposentadoria na década de setenta. Espírita convicto, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção em 7 de setembro de 1947.
Dois anos depois iniciou a sua tarefa de psicografia. Diversas mensagens foram escritas pelo seu intermédio, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, até que um dia, recebeu a recomendação para que fosse queimado o que escrevera até ali, pois não passavam de simples exercícios.
Com a continuação, vieram novas mensagens assinadas por diversos Espíritos, dentre eles, Joanna de Ângelis, que durante muito tempo apresentava-se como “Um Espírito Amigo”, ocultando-se no anonimato, à espera do instante oportuno para se fazer conhecida. Joanna revelou-se como sua mentora Espiritual, escrevendo inúmeras mensagens, num estilo agradável, repassado de profunda sabedoria e infinito amor, que conforta aos mais diversos leitores e necessitados de diretriz espiritual.
Em 15 de agosto de 1952 fundou a Mansão do Caminho, um lar para crianças carentes no qual, até hoje, já passaram mais de 30 mil crianças que foram devidamente, educadas e evangelizadas. Atualmente, mais de três mil crianças e jovens carentes são atendidos todos os dias gratuitamente, em uma área de 77 mil metros quadrados, com 50 edificações, em 22 atividades sócio-educacionais.
A Mansão do Caminho faz atendimentos a gestantes desde 1950, com assistência médica, e distribuição de enxovais numa média de 800-900/ano, presentes no Dia das Mães e festas de confraternização em cada distribuição mensal. A este conjunto de atividade denominou-se de Enxovais Meimei.
Há, também, a Creche A Manjedoura, inaugurada na Mansão em agosto de 1983, e que assiste a 150 crianças de 2 meses a 03 anos de idade em regime integral, possuindo seis berçários, totalizando em torno de 600 mamadeiras por dia, além de assistência médica, social e refeição normal sob orientação de nutricionista.
Além disso, existe o Jardim da Infância Esperança, inaugurado em fevereiro de 1971, graças a convênio com o Lar Fabiano de Cristo, oferecendo atendimento integral a 345 crianças de 03 a 06 anos. Há, ainda, a Escola Alvorada Nova, de ensino fundamental, fundada em 1957, sendo reestruturada em novembro de 1989 conveniada com a Secretaria do Estado da Bahia para atendimento a “meninos de rua”, em período integral, possuindo cursos profissionalizantes, alguns deles com o apoio do Projeto Cidade Mãe, da Prefeitura de Salvador.
Graças ao convênio estabelecido com a Lateina-Merika Zentrum, da cidade alemã de Bonn, suas instalações foram ampliadas de forma considerável. A Mansão do caminho conta, além das obras citadas acima, com muitas outras, das quais destaca-se a Escola Allan Kardec, também de ensino fundamental, fundada em setembro de 1964; a Escola de Ensino Fundamental Jesus Cristo, contando com uma biblioteca constituída por mais de 10.000 livros, biblioteca esta que é aberta não somente aos alunos da Mansão do Caminho, mas a todos os oriundos das Escolas do Bairro e da periferia.
Ainda oferece a Escola Supletiva de Enfermagem Irmã Sheilla – fundada em 1989 -; a Escola de Datilografia Joanna de Ângelis – fundada em 1969 -; cursos profissionalizantes de carpintaria, sapataria, tapeçaria, corte-costura, gráfica, panificação, hotricultura e jardinagem; Caravana Auta de Souza – fundada em 1948 – , que ampara mais de 300 família carentes, abrangendo idosos e doentes físicos irreversíveis, sendo que distribui remédio e mais de 6.000 cestas básicas por ano; Centro médico J. Carneiro de Campos, com assistência médica, odontológica e Laboratório de Análises Clínicas, atendendo a mais de 52.000 pessoas por ano; Grupo de Ação Comunitária Lygia Banhos, o qual atende domiciliarmente famílias carentes no bairro do Pau da Lima; etc.
Assim, Divaldo educou mais de 600 filhos, hoje emancipados, a maioria com família constituída (hoje tem 200 netos!) e profissão própria, no magistério, contabilidade, serviços administrativos e medicina.
Sendo o maior Orador Espírita da Terra – o verdadeiro Paulo de Tarso dos tempos modernos – começou a fazer palestras em 1947, difundindo a Doutrina Espírita e hoje apresenta uma histórica e recordista trajetória de orador no Brasil e no exterior, sempre atraindo multidões, com sua palavra inspirada e esclarecedora, acerca de diferentes temas sobre os problemas humanos e espirituais. Há vários anos, viaja em média 230 dias por ano, realizando palestras e também seminários no Brasil e no mundo. Trata-se do orador espírita mais popular do mundo, sendo o embaixador da Doutrina no planeta.
A convite da ONU Divaldo Franco participou do I Encontro Mundial Pela Paz, o qual foi um encontro de lideranças religiosas – fato inédito na história da Humanidade – ocorrido de 28 a 31 de agosto de 2000 na cidade de Nova Iorque (EUA). Já esteve nos cinco continentes, tendo percorrido 52 países, divulgando o ideal espírita.
Tendo estado em mais de 1.000 cidades pregando, falou e foi entrevistado em mais de uma centena de emissoras de rádio e TV, no Brasil e no seu exterior falou no Congresso Nacional, em câmaras municipais e estaduais, em Universidades (Montreal – Canadá, Sorbonne –Paris, etc), em teatros, em Lions Clubes e Rotarys Clubes. O médium Divaldo, desde jovem apresentou diversas faculdades mediúnicas (psicofonia, vidência, clariaudiência, psicografia, etc.) educados à luz da Doutrina Espírita.
No que toca à psicografia, representa um fenômeno editorial, pois em 31 anos de médium publicou mais de 200 títulos, totalizando mais de quatro milhões e quinhentos mil exemplares, onde se apresentam 211 Autores Espirituais, muitos deles ocupando lugar de destaque na literatura, no pensamento e na religiosidade; destas obras, houve 80 versões para 13 idiomas (alemão, espanhol, esperanto, francês, italiano, polonês, tcheco, braille, etc….).
Os livros possuem uma grande variedade de estudos literários, abrangendo temas doutrinários, filosóficos, históricos, infantis, psicológicos e psiquiátricos. Estas obras têm como único objetivo divulgar o Espiritismo – O Consolador Prometido por Jesus, o Cristianismo redivivo – de forma idônea e sem qualquer intuito de proselitismo, porque o Espiritismo respeita todas as convicções sinceras, não lançando o anátema ou violentando a consciência dos que não pensam como nós, visto existirem tantas doutrinas filosóficas, religiosas e morais, consoante às necessidades evolutivas dos indivíduos e dos grupos.
Vários são os autores espirituais que escrevem pela mediunidade de Divaldo. Entre muitos outros, registramos os seguintes: Joanna de Ângelis (sua mentora espiritual e autora do primeiro livro psicografado por Divaldo, Messe de Amor, 1964), Amélia Rodrigues, Bezerra de Menezes, Manoel Philomeno de Miranda, Marco Prisco, Victor Hugo, Vianna de Carvalho, Marcelo Ribeiro, Rabindranath Tagore, Otília Gonçalves, dentre outros.
Divaldo Franco já foi homenageado por centenas de instituições públicas e privadas, culturais, núcleos espíritas, culturais, políticas, universidades e associações beneficentes tanto no Brasil como no exterior, pela sua obra em favor dos desfavorecidos e sofredores e pela paz que tem trazido às consciências. Recebeu ao todo 590 homenagens, sendo 148 oriundas de 64 cidades do exterior – abrangendo 20 países -, e 442 do Brasil – originárias de 139 cidades.
Das condecorações recebidas no exterior, destacam-se o título de Doctor Honoris Causa em Humanidades pela Universidade de Montreal (Canadá); Medaille de Reconnaisance Franco-Americanie-Classe Especial, do Instituto Humaniste de Paris; Medalha Câmara Municipal de Leiria, em Portugal; Medalha Cidade de Lobito, oferecida pelo poder público da cidade de Angola (África); Doctor in Parapsicology pela Cyberan University, em Illinois (EUA).
No Brasil, recebeu mais de 80 títulos de cidadania honorária concedidos pelos poderes públicos municipais e estaduais, sendo 16 deles de Capitais Federais. Concedida por decreto do Exmo Sr. Presidente da República às personalidades que se destacaram em âmbito nacional no trabalho em favor do próximo, recebeu o Diploma do Ordem do Mérito Militar, distinção federal. Chico Xavier, em certa ocasião, disse: “Divaldo é o trator de Jesus”; “Divaldo tem uma estrela na boca”.
É interessante salientar que a Mansão do Caminho é um dos departamentos do Centro Espírita Caminho da Redenção, situado à Rua Jayme Vieira Lima, 104 – Pau da Lima – Salvador/Bahia/Brasil – CEP 41.235-000. Assim, a Mansão é mantida pela renda proveniente da venda das fitas de palestras de Divaldo Franco para DVD e VHS, livros psicografados e Cds de conferências e de preces dos espíritos superiores.
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