O Verdadeiro Amor – LIÇÃO DE VIDA

O VERDADEIRO AMOR

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento. Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio. O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:

“Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto.
Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete. Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta.

Durante o velório, meu pai não falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.

Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção: “- Meus filhos, foram 55 bons anos…Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.”

Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou: “- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises. Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade.

Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, e perdoamos nossos erros…
Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim… “

Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.”

E, por fim, o professor concluiu: Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.

Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar.
Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.
O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe e terá a indescritível alegria de compartilhar, alegria esta que a solidão nega a todos que a possuem…”

Para ver mais de nossas postagens, Clique Aqui. Você também pode se cadastrar em nossa newsletter ou nosso RSS Feeds.

O Fundo da Piscina – LIÇÃO DE VIDA

Um excelente nadador tinha o costume de correr até a água e de molhar somente o dedão do pé antes de qualquer mergulho. Alguém intrigado com aquele comportamento, lhe perguntou qual a razão daquele hábito.

O nadador sorriu e respondeu:
Há alguns anos eu era um professor de natação. Eu os ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não conseguia dormir, e fui até a piscina para nadar um pouco.

Não acendi a luz, pois a lua brilhava através do teto de vidro do clube. Quando eu estava no trampolim, vi minha sombra na
parede da frente. Com os braços abertos, minha imagem formava uma magnífica cruz.

Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando minha imagem. Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Eu não era um cristão, mas quando criança aprendi que Jesus tinha morrido na cruz para nos salvar pelo seu precioso sangue.

Naquele momento as palavras daquele ensinamento me vieram a mente e me fizeram recordar do que eu havia aprendido sobre a morte de Jesus.

Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos. Finalmente desci do trampolim e fui até a escada para mergulhar na água.. Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina.

Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido. Tremi todo, e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado seria meu último salto. Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida.

Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei na beira da piscina, confessei os meus pecados e me entreguei a Ele, consciente de que foi exatamente em uma cruz que Jesus morreu para me salvar.

Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais me esquecer, sempre que vou até piscina molho o dedão do pé antes. Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar, ou retardar as coisas, pois, tudo acontecerá no seu devido tempo e esse tempo é o tempo Dele e não o nosso…

Porque DEUS amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16 …

Repasse, alguém pode estar precisando ler este texto hoje!

Para ver mais de nossas postagens, Clique Aqui. Você também pode se cadastrar em nossa newsletter ou nosso RSS Feeds.

O Caso de Reencarnação de Purnima Ekanayake

Bakamuna, Distrito de Polunnaruwa, Sri Lanka. 24 de Agosto de 1987

O dia amanhece claro e bonito na pequena cidade de Bakamuna, no distrito de Polunnaruwa, no centro norte do Sri Lanka, que traz em sua história a marca da espiritualidade do país asiático. Polunnaruwa foi declarada pelo Rei Vijayabahu I como a primeira capital do reino do Sri Lanka no ano de 1070.

A cidade é pura história, seus antigos monumentos a fazem ser uma das maiores relíquias arqueológicas da Ásia, mostrando a disciplina e grandeza dos primeiros governantes do reino. Sua beleza estonteante ficou conhecida internacionalmente quando em 1982, uma das maiores bandas de rock da época, o Duran Duran, gravou um dos mais famosos videoclipes da história: Save a Prayer (veja o videoclipe no fim do post).

 

Grandes-Misterios-Gal-Vihariya-Purnima-Ekanayake

Hoje a antiga cidade de Polunnaruwa é patrimônio histórico pela UNESCO. Fazendo um salto no tempo, 900 anos depois, mais precisamente no dia 24 de agosto de 1987, nascia na pequena cidade de Bakamuna em Polunnaruwa uma criança, seu nome: Purnima Ekanayake. 

O dia 24 de agosto de 1987 foi marcado não apenas pelo nascimento da pequena Purnima, mas também pelo nascimento de um mistério inexplicável. Um mistério que, provavelmente, ninguém nunca terá uma resposta.

Purnima cresceu como qualquer criança normal. Saudável, brincalhona e … falante. Vaidosa, gostava de usar bonitos vestidos coloridos. Era também bastante estudiosa e inteligente, era a primeira aluna de uma turma de 33 alunos e só possuía notas A’s em seus boletins.

Uma criança normal. Porém, algo misterioso acompanhava a pequena Purnima, e esse mistério começou a aparecer quando Purnima começava a ensaiar suas primeiras palavras, aos 3 anos de idade.

O Início do Mistério

Purnima começou a falar suas primeiras palavras com 2 para 3 anos de idade, e pouco depois já conseguia falar algumas frases. Com o desenvolvimento de sua fala, Purnima começou a falar coisas muito estranhas e que chamaram a atenção de seus pais.

Sempre ao irem até o centro da cidade, Purnima falava: “Pessoas que dirigem por cima de outras pessoas são pessoas más” e frequentemente, mesmo em casa, Purnima peguntava pra sua mãe: “Mamãe, você não acha que pessoas que causam acidentes são pessoas más ?”

Com o tempo, as conversas de Purnima ficaram ainda mais estranhas. Aos 4 anos, depois de ver um famoso programa na televisão sobre o Templo Kelaniya (templo de peregrinação de budistas no Sri Lanka e distante 145 km de Bakamuna), Purnima disse conheçer o templo.

Poucos dias depois, uma excursão da escola onde os pais de Purnima trabalhavam foi até a cidade de Kelaniya conhecer o templo, Purnima foi com os pais. Ao chegar à cidade, Purnima disse: “Eu morei do outro lado desse rio (Rio Kelaniya).”

Quanto mais o tempo passava, mais as conversas de Purnima ficavam estranhas, ela começou a falar sobre ter uma outra mãe, um outro pai e sobre uma fábrica de incensos. Falava também sobre um terrível acidente com um Zoku (uma espécie de ônibus).

Apesar de acharem estranho essas “conversas” da pequena Purnima, os pais não deram muita atenção, Purnima era muito pequena e eles pensavam que ela era apenas uma criança falante, esperta, inteligente e com muita imaginação, achavam até engraçado.

Em certa ocasião, um amigo repórter do pai de Purnima escutou ela falando sobre incensos, achou engraçado e levou para ela um pacote de incensos. Tímida, a pequena Purnima não queria conversar com o amigo do pai, mas depois de olhar e examinar com suas mãozinhas o pacote de incensos disse: “Eu posso fazer incensos melhores do que esses.”

Continuaram a vida normalmente, mas tempos depois, uma frase de Purnima fariam os seus pais a olharem com outros olhos as afirmações da filha.

Em 1993, aos 6 anos de idade, Purnima percebeu que sua mãe estava triste, cabisbaixa. Havia tido um acidente de carro perto da casa da família e uma pessoa havia morrido. A mãe de Purnima ficou triste com o acidente, mas a pequena Purnima tentou acalmar a mãe dizendo:

“Não se preocupe com isso. Eu vim para você depois de um acidente também.”

———————————————————————————

O que pensar ? … Os pais de Purnima chegaram a uma conclusão assustadora: A pequena Purnima parecia ter lembranças de uma outra pessoa, ou mais especificamente, de uma vida passada.

A história de Purnima, chamou a atenção de um dos maiores e mais respeitados cientistas de reencarnação no mundo: o islândes Erlendur Haraldsson, que resolveu investigar o caso.

 Grandes-Misterios-Erlendur-Haraldsson-Purnima-Ekanayake-Reencarnacao

Erlendur Haraldsson é professor emérito de psicologia da Faculdade de Ciência Social da Universidade da Islândia. Publicou diversos artigos sobre parapsicologia em jornais científicos do mundo todo e fez ao lado do bioquímico e professor de psiquiatria canadense, Ian Stevenson, uma extensa e elogiada pesquisa sobre reencarnação.

Foi pesquisador na Universidade de Freiburg, nos Estados Unidos e na Universidade de Munique, Alemanha. Publicou 5 livros, dentre eles, “At the hour of death”, indisponível no Brasil mas lançado em Portugal com o título O que elles viram. No limiar da morte“.

Em 2010 ganhou a Myers Memorial Medal, prêmio dado de tempos em tempos pela Sociedade de Pesquisa Psiquiátrica do Reino Unido para aqueles que contribuíram para o avanço da pesquisa psiquiátrica.

A Investigação. Setembro de 1996

Durante 3 anos, Erlendur Haraldsson investigou as declarações de Purnima, o primeiro encontro entre os dois aconteceu quando Purnima tinha 9 anos, em setembro de 1996. Purnima continuava a falar sobre sua vida passada, fato raro segundo o pesquisador que durante sua vida investigou mais de uma centena de casos de reencarnação, todos com crianças.

Segundo Erlendur, na maioria dos casos investigados, as crianças paravam de falar sobre detalhes de vidas passadas por volta dos 5 e 6 anos. Erlendur fez cinco visitas ao Sri Lanka, entre setembro de 1996 e março de 1999. A metodologia de investigação do pesquisador envolvia entrevistas com todas as testemunhas do caso, em conjunto, e em separado.

Purnima falava abertamente e sempre prestava atenção nas conversas entre seus pais e o pesquisador, as vezes até corrigindo os pais. Depois de dezenas de entrevistas, o pesquisador listou 20 lembranças que Purnima havia dito aos pais durante todos aqueles anos e até mesmo feito nas entrevistas para o pesquisador e os seus intérpretes.

As Lembranças de Purnima Segundo A Investigação de Haraldsson

 A Vida Passada

Segundo as lembranças de Purnima, na vida passada, ela havia sido um homem. Trabalhava numa fábrica de incensos e até sabia o nome da marca: Ambiga. Ela (ou melhor: ele) era o melhor fabricante de incensos da família. Purnima relatou também sobre sua morte: “Eu apenas fechei os meus olhos depois do acidente e vim para cá.”

Segundo Purnima, ela foi atropelada por um ônibus: “Um pedaço de ferro estava no meu corpo”, ela afirmavaEla relatou que após o acidente ela flutuou no ar semi-escuro por alguns dias. Ela viu pessoas de luto e chorando, e viu o seu corpo sendo velado. Havia muitas pessoas como ela flutuando por perto. Então de repente, uma luz forte apareceu, e ela veio parar “aqui” (em Bakamuna).

Infelizmente as pesquisas e as entrevistas feitas pelo pesquisador Erlendur Haraldsson não puderam ter nenhum valor científico porque 3 anos antes, intrigados, os pais de Purnima resolveram investigar os relatos da menina por contra própria.

Bakamuna, Sri Lanka. 1993

Depois de Purnima ter dito para sua mãe sobre ter morrido em um acidente com um Zoku, os pais de Purnima decidiram investigar a história. Eles não podiam mais ignorar as afirmações da pequena menina. Estavam assustados também, há anos a menina fazia relatos estranhos, estava na hora de tirar essa história a limpo.

Um conhecido da família, o professor W. G. Sumanasiri da Universidade de Kelaniya, se incubiu de investigar a história. Sumanasiri não conhecia Purnima e os pais da menina deram 4 informações para as investigação de Sumanasiri:

  • Ela viveu do outro lado do rio a partir do Templo de Kelaniya
  • Ela fabricava Incensos Ambiga e Gita Pichcha
  • Ela vendia os incensos em uma bicicleta
  • Ela teve um acidente fatal com um grande veículo

De posse dessas informações, Sumanasiri começou a investigar.

Junto com um meio-irmão, morador de Kelaniya e outro morador local, Sumanasiri deixou seu carro em um estacionamento local e pegou um trem que atravessava todo o rio Kelaniya. Pararam em uma área onde havia vários povoados e vilas, uma região conhecida como Angoda. Perguntaram os moradores locais se eles conheciam alguma fábrica de incenso na área. Havia 3, todas elas empresas familiares de pequeno porte.

E para surpresa de Sumanarisi, uma das empresas fabricava incensos chamados Ambiga e Geta Pichcha.

Fingindo ser um potencial comprador dos incensos, Sumanarisi começou a fazer algumas perguntas para o proprietário da fábrica: L. A. Wijisiri. 

Em dado momento da conversa, Wijisiri, disse que seu cunhado, Jinadasa Perera, havia morrido em um acidente com um ônibus quando ele estava trazendo incensos do mercado em uma bicicleta em setembro de 1985, 2 anos antes do nascimento de Purnima.

A visita de Sumanasiri à Wijisiri foi breve. Ao voltar, ele informou suas descobertas ao pai de Purnima. Uma semana e meia depois, Purnima, seus pais, Sumanasiri e seu meio-irmão fizeram uma visita surpresa para Wijisiri e sua família.

O Encontro de Purnima Com Sua “Antiga Família”

Antes de irem até Angoda, todos passaram uma noite na casa de Sumanasiri em Kelaniya. Lá Sumanasiri mostrou alguns incensos pegos na sua investigação em Angoda, ao olhar um, Purnima sussurou no ouvido de sua mãe: “Esse fabricante de incensos tem duas esposas. Isto é um segredo. Não lhe dê o meu endereço, eles podem me incomodar.”

Quando o grupo chegou na casa de Wijisiri, ele não estava mas chegou pouco tempo depois. Purnima conheceu primeiramente as duas filhas de Wijisiri. Quando Wijisiri veio caminhando por dentro da casa, Purnima olhou e disse:

“Esse é o meu cunhado.”

Wijisiri não gostou nenhum pouco dos visitantes e muito menos das conversas de Purnima, Wijisiri pediu para que todos fossem embora, mas Purnima começou a falar sobre a fabricação de incensos e perguntá-lo sobre os pacotes de incensos fabricados pela família.

“Você mudou os pacotes ?”, perguntou Purnima.

Wijisiri ficou calado. Após a morte do seu cunhado Jinadasa, Wijisiri mudou a cor e o design dos pacotes. Purnima perguntou também sobre o joelho de Wijisiri. Wijisiri havia sofrido um acidente e machucado o joelho, Jinadasa foi quem cuidou do joelho do cunhado.

“Como estão Somasiri e Padmasiri ?”, perguntou Purnima.

Somasiri e Padmasiri eram os melhores amigos de Jinadasa. Padmasiri, que era irmão de Wijisiri, inclusive, saiu junto com Jinadasa no dia de sua morte. Os dois foram comprar matéria-prima para a fabricação de incensos, porém, cada um foi para lugar diferentes.

Todos ficaram boquiabertos, cada vez que a conversa se aprofundava, mais Wijisiri ficava convencido sobre algo estarrecedor: seria Purnima a reencarnação de Jinadasa Perera ?

1996 – A Investigação de Erlendur Haraldsson

Erlendur Haraldsson focou sua investigação nas declarações de Purnima sobre sua vida passada. A primeira declaração de Purnima a ser investigada pelo pesquisador foi sobre o seu conhecimento em fabricar incensos. O pesquisador a perguntou se ela sabia fabricar incensos e Purnima disse que sim, e descreveu todo o processo de fabricação.

“Existem duas maneiras de fazer. Uma usa esterco de vaca, o outro modo usa as cinzas de lenhas (carvão vegetal). Uma pasta é produzida. Uma vara fina é cortada de um bambu e um tipo de goma é aplicado à vara. Então a vara é rolada sobre a pasta e então é colocado uma substância pra dar um cheiro agradável.” 

Até onde Purnima lembrava, o incenso fabricado por sua “antiga” família usava o segundo modo.

“Do que é feito o carvão vegetal e como ele é produzido ?” Perguntou Erlendur.

“Quando a lenha é queimada, você obtêm o carvão vegetal”, respondeu Purnima.

Após interrogar Purnima, Erlendur interrogou os pais da menina. Erlendur queria saber se eles sabiam como fabricar incensos. O pai de Purnima disse que uma vez ouviu que incensos poderiam ser feitos de esterco de vaca, mas que não sabia que poderia se fabricar incenso de carvão vegetal. A mãe de Purnima não sabia absolutamente nada a respeito.

Erlendur e seu intérprete viajaram até Angoda. Queriam ouvir Wijisiri, o cunhado de Jinadasa. Ao perguntarem Wijisiri sobre a fabricação de incensos, Wijisiri detalhou exatamente como Purnima havia dito.

 37Poornima

Das 20 lembranças listadas pelo pesquisador, 14 correspondiam com a vida de Jinadasa: (1, 2 , 3 , 4 , 5 , 7 , 8 , 10, 11, 13, 14, 15, 17 e 20).

Três lembranças não puderam ser verificadas e por isso o pesquisador as considerou indeterminadas: (6, 9, 12).

Três lembranças estavam incorretas (16, 18 e 19).

As Marcas de Nascença de Purnima

Fatos ou lembranças que levam uma pessoa ser considerada uma reencarnação de outra já são por si só muito intrigantes e  pensar nessa possibilidade é algo que vai além da compreensão que nós seres humanos temos hoje.

Uma coisa é você acreditar (por motivos religiosos ou não), outra coisa são fatos da vida real que levam a tal conclusão. O que dizer então das marcas de nascença de Purnima ? A resposta pode ser algo fantástico e ao mesmo tempo assustador.

 38PoornimaBirthmarks

Purnima nasceu com proeminentes marcas de nascença na parte inferior do peito do lado esquerdo. E foi quando a família de Purnima conheceu a família de Jinadasa é que Purnima resolveu falar sobre essas marcas. Foi nesse encontro que Purnima disse que os pneus passaram por cima do seu peito e a feriram do lado esquerdo.

“Essa foi a marca que eu recebi quando fui atropelado por um ônibus”, disse Purnima a Wijisiri  no encontro das duas famílias. Wijisiri sabia que os ferimentos fatais de Jinadasa ocorreram do lado esquerdo, logo abaixo o peito.

Jinadasa morrera instantâneamente, seu irmão Chandradasa foi até o necrotério e disse a família depois ter visto ferimentos massivos no lado esquerdo do peito, as costelas inferiores pareciam querer sair para fora. A irmã de Jinadasa, Sitriyavati, reconheceu o irmão apenas pelo rosto já que seu corpo estava coberto por um lençol.

Um ponto positivo neste caso começa aqui. Nenhum dos familiares de Jinadasa viu o relatório post-mortem. Se o pesquisador e cientista Erlendur Haraldsson conseguisse autorização para analisar o relatório da morte de Jinadasa, ele poderia verificar ou não (e isso ter um caráter científico) se as marcas de nascença de Purnima correspondiam aos ferimentos fatais de Jinadasa e foi isso o que Erlendur fez.

Erlendur obteve autorização da Corte de Magistrados de Gangodavilla, onde estava arquivado o caso da morte de Jinadasa, para analisar o relatório médico. Ele obteve o relatório do Dr. Kariyawasam, que foi o médico-legista responsável pela autópsia em Jinadasa. O relatório continha detalhes como os desenhos dos ferimentos.

Os ferimentos eram massivos, particularmente do lado esquerdo do peito, onde várias costelas quebraram. O relatório descrevia os seguintes ferimentos:

  • Fraturas das costelas 1 e 2, 8, 9 e 10, lateralmente da esquerda. 1 a 5, anteriormente e 6 anteriormente e lateralmente, e 7 lateralmente. 8 e 9 anteriormente e posteriormente, 10 e 11 anteriormente.
  • O rim foi rompido.
  • O baço foi rompido.
  • Pulmões foram perfurados pelas costelas quebradas.

As marcas de nascença de Purnima coincidiam sim com os ferimentos mortais de Jinadasa Perera. Poderiam as marcas de nascença de Purnima serem resultados de uma morte violenta e dolorosa em uma vida passada ?

Coincidência ? Alguns leitores podem achar tudo isso bobagem, realmente é um assunto delicado e que recebe muitas críticas da própria academia. Porém é um assunto que a cada dia ganha novos adeptos e hoje é estudado por diversos cientistas do mundo inteiro.

Erlendur Haraldsson não tem uma teoria sobre as marcas de nascença, mas outro pesquisador de reencarnações, o psiquiatra norte-americano Jim Tucker, da Divisão de Estudos da Personalidade do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Vírginia, nos Estados Unidos tem uma teoria:

“Sabemos, por meio de trabalhos de outras áreas, que imagens mentais podem, por vezes, produzir efeitos muito específicos no corpo. Meu pensamento é: Se a consciência sobrevive à morte, ela carrega as imagens dos ferimentos fatais, afetando assim o desenvolvimento do feto.”

E você ? Qual sua opinião ?

Cronologia do Caso – Clique Na Imagem Para Ampliar

Grandes-Misterios-O-Caso-de-Purnima-Ekanayake

Uma Breve Nota de Erlendur Haraldsson

Grandes-Misterios-Purnima-Ekanayake-Dr.-Erlendur-Haraldsson

Dr. Erlendur Haraldsson

“Primeiro, deixe-me resumir os pontos fortes desse caso. A localização das duas famílias era distante e as duas famílias eram completamente estranhas uma para a outra. Uma terceira parte culminou na descoberta de uma pessoa que combinava com as declarações de Purnima.

14, das 17 declarações que poderiam ser checadas foram encontradas como fatos acontecidos na vida de Jinadasa, que morreu 2 anos antes do nascimento de Purnima. As marcas de nascença de Purnima coincidem com a área dos ferimentos fatais sofridos por Jinadasa.

Suas marcas de nascença são do lado esquerdo do tórax, onde a maioria das costelas de Jinadasa quebraram, e onde ele sentiu mais dor (pelo fato da costela ter perfurado órgãos vitais). Também, existe alguma evidência de conhecimento na fabricação de incensos, o que é altamente incomum para uma criança, e que Purnima explica naturalmente como sendo de sua vida anterior.

Esse caso, é um ótimo exemplo onde você têm diferentes características que se encaixam em um padrão e que devem ser vistos como um todo: memórias, marcas de nascença e, o autoconhecimento. No geral, pode-se afirmar que o caso de Purnima Ekanayake é de uma qualidade incomum.

A principal fraqueza desse caso é o fato de que nenhum registro das declarações de Purnima foi feito antes do caso ser “resolvido”, o que ocorreu 3 anos antes do início de minha investigação.

Esse caso possui algumas características incomuns. Purnima fala de memórias de uma vida entre a morte e o nascimento, fato que só encontrei no caso de Duminda Ratnayake.

As memórias de Purnima tem durado muito mais do que geralmente é. Purnima continuou falando livremente de sua vida passada até os 10 anos. Ela começou a falar de suas memórias muito cedo, e falava persistentemente sobre elas. E suas memórias refletiam em seu comportamento.

Finalmente, Purnima exibe com destaque algumas caracterísicas que meus estudos psicológicos formais tem mostrado para diferenciar crianças que falam sobre memórias de uma vida passada e crianças que apenas inventam histórias.

Ela é muito inteligente, tem um excelente vocabulário e memória, mostra alguma tendência para a dissociação, e é menos influenciável do que a maioria das crianças. Ela é muito exigente com seus pais, é argumentativa e de mentalidade independente, quer ser perfeita, as vezes é temperamental e arrogante. Concluindo: uma vívida e memorável personalidade.”

No próximo post, continuarei a tratar o assunto. Falarei sobre um outro caso intrigante investigado pelo pesquisador Erlendur Haraldsson, mas ao contrário do caso de Purnima, nesse caso, as declarações da criança foram gravadas antes que uma investigação oficial fosse feita.

Apresentarei as conclusões do pesquisador Erlendur Haraldsson onde ele tenta responder a difícil pergunta: Pode realmente os fatos desses casos ser uma evidência de genuínas memórias de uma vida passada ?

Para ver mais de nossas postagens, Clique Aqui. Você também pode se cadastrar em nossa newsletter ou nosso RSS Feeds.

Transformação Interior e o Mundo de Regeneração

Transformação Interior e o Mundo de Regeneração

Autor: Manoel Philomeno de Miranda (espírito)

“A fim de que o mundo se transforme é necessário que haja a modificação do ser humano para melhor, por ser a célula máter da sociedade. Enquanto mantiver a enfermidade espiritual resultante do atraso evolutivo, nenhuma força externa conseguirá alterar a marcha moral do planeta, desde que os seus habitantes recusem-se à transformação interior.

Os momentos que vivemos são de esforço auto iluminativo, graças às revelações que descem à Terra com maior frequência e às informações seguras em torno do processo de mudança, oferecendo a visão do futuro que a todos nos espera.

As lições do Mestre de Nazaré, desde há dois mil anos, convocam-nos ao procedimento moral correto, à convivência pacífica e ao cumprimento dos deveres de solidariedade e apoio aos que se encontram na retaguarda da ignorância, ou sofrendo os necessários fenômenos de recuperação pela dor, mediante os testemunhos, através das experiências aflitivas…

Cada um deve preparar-se para acompanhar a marcha do progresso, integrando a legião dos construtores do novo período da Humanidade. Anunciado por Jesus esse período de transição, tanto como referendado pelo Apocalipse, narrado por João evangelista e os profetas que se manifestaram a esse respeito ao longo da História, chega o momento de cumprir-se os divinos desígnios que reservam para a Terra generosa o destino regenerador, sem as marcas do sofrimento na sua feição pungitiva e desesperadora.

As forças do mal, porém, teimam em manter o quadro atual de desolação, ao lado dos abusos de toda ordem, porque pretendem continuar explorando psiquicamente os incautos que se lhes vinculam através dos hábitos doentios em que se comprazem na ilusão material.

A morte inevitável, porém, a todos arrebata, e quando despertam no além-túmulo, estorcegam na realidade, lamentando os equívocos e necessitando de oportunidade para reparação. Esse não mais se dará no planeta Terra, que deixará de ser de provas, mas em outro de natureza inferior, onde se deverá expungir a maldade e a falência moral em situação muito mais aflitiva e mais amarga.”

Psicografia de Divaldo Franco

Livro: Amanhecer de uma nova era

Para ver mais de nossas postagens, Clique Aqui. Você também pode se cadastrar em nossa newsletter ou nosso RSS Feeds.

Considerações de Emmanuel sobre Paulo de Tarso

Autor: Emmanuel

CONSIDERAÇÕES DE EMMANUEL SOBRE PAULO DE TARSO

Não são poucos os trabalhos que correm mundo, re­lativamente à tarefa gloriosa do Apóstolo dos gentios. É justo, pois, esperarmos a interrogativa: — Por que mais um livro sobre Paulo de Tarso? Homenagem ao grande trabalhador do Evangelho ou informações mais detalhadas de sua vida?

Quanto à primeira hipótese, somos dos primeiros a reconhecer que o convertido de Damasco não necessita de nossas mesquinhas homenagens; e quanto à segunda, responderemos afirmativamente para atingir os fins a que nos pro pomos, transferindo ao papel humano, com os recursos possíveis, alguma coisa das tradições do pla­no espiritual acerca dos trabalhos confiados ao grande amigo dos gentios.

Nosso escopo essencial não poderia ser apenas reme­morar passagens sublimes dos tempos apostólicos, e sim apresentar, antes de tudo, a figura do cooperador fiel, na sua legitima feição de homem transformado por Jesus-Cristo e atento ao divino ministério. Esclarecemos, ainda, que não é nosso propósito levantar apenas uma biografia romanceada. O mundo está repleto dessas fichas educa­tivas, com referência aos seus vultos mais notáveis. Nosso melhor e mais sincero desejo é recordar as lutas acerbas e os ásperos testemunhos de um coração extraordinário, que se levantou das lutas humanas para seguir os passos do Mestre, num esforço incessante.

As igrejas amornecidas da atualidade e os falsos de­sejos dos crentes, nos diversos setores do Cristianismo, justificam as nossas intenções.

Em toda parte há tendências à ociosidade do espí­rito e manifestações de menor esforço. Muitos discípulos disputam as prerrogativas de Estado, enquanto outros, distanciados voluntariamente do trabalho justo, suplicam a proteção sobrenatural do Céu. Templos e devotos entre­gam-se, gostosamente, às situações acomodatícias, prefe­rindo as dominações e regalos de ordem material.

Observando esse panorama sentimental é útil recor­darmos a figura inesquecível do Apóstolo generoso.

Muitos comentaram a vida de Paulo; mas, quando não lhe atribuíram certos títulos de favor, gratuitos do Céu, apresentaram-no como um fanático de coração res­sequido. Para uns, ele foi um santo por predestinação, a quem Jesus apareceu, numa operação mecânica da graça; para outros, foi um espírito arbitrário, absorvente e rís­pido, inclinado a combater os companheiros, com vaida­de quase cruel. Não nos deteremos nessa posição extremista. Queremos recordar que Paulo recebeu a dádiva santa da visão gloriosa do Mestre, às portas de Damasco, mas não podemos esquecer a declaração de Jesus relativa ao sofrimento que o aguardava, por amor ao seu nome.

Certo é que o inolvidável tecelão trazia o seu ministé­rio divino; mas, quem estará no mundo sem um ministério de Deus? Muita gente dirá que desconhece a própria tarefa, que é insciente a tal respeito, mas nós poderemos responder que, além da ignorância, há desatenção e muito capricho pernicioso. Os mais exigentes advertirão que Paulo recebeu um apelo direto; mas, na verdade, todos os homens menos rudes têm a sua convocação pes­soal ao serviço do Cristo. As formas podem variar, mas a essência ao apelo é sempre a mesma. O convite ao ministério chega, ás vezes, de maneira sutil, inesperada­mente; a maioria, porém, resiste ao chamado generoso do Senhor. Ora, Jesus não é um mestre de violências e se a figura de Paulo avulta muito mais aos nossos olhos, é que ele ouviu, negou-se a si mesmo, arrependeu-se, tomou a cruz e seguiu o Cristo até ao fim de suas tarefas materiais. Entre perseguições, enfermidades, apodos, zombarias, desilusões, deserções, pedradas, açoites e encarceramentos, Paulo de Tarso foi um homem intrépido e sincero, caminhando entre as sombras do mundo, ao encontro do Mestre que se fizera ouvir nas encruzilhadas da sua vida. Foi muito mais que um predestinado, foi um realizador que trabalhou diariamente para a luz.

O Mestre chama-o, da sua esfera de claridades imor­tais. Paulo tateia na treva das experiências humanas e responde: — Senhor, que queres que eu faça?

Entre ele e Jesus havia um abismo, que o Apóstolo soube transpor em decênios de luta redentora e cons­tante.

Demonstrá-lo, para o exame do quanto nos compete em trabalho próprio, a fim de Ir ao encontro de Jesus, é o nosso objetivo.

Outra finalidade deste esforço humilde é reconhecer que o Apóstolo não poderia chegar a essa possibilidade, em ação isolada no mundo.

Sem Estevão, não teríamos Paulo de Tarso. O gran­de mártir do Cristianismo nascente alcançou influência muito mais vasta na experiência paulina, do que podería­mos imaginar tão-só pelos textos conhecidos nos estudos terrestres. A vida de ambos está entrelaçada com miste­riosa beleza. A contribuição de Estevão e de outras per­sonagens desta história real vem confirmar a necessida­de e a universalidade da lei de cooperação. E, para ve­rificar a amplitude desse conceito, recordemos que Jesus, cuja misericórdia e poder abrangiam tudo, procurou a companhia de doze auxiliares, a fins de empreender a re­novação do mundo.

Aliás, sem cooperação, não poderia existir amor; e o amor é a força de Deus, que equilibra o Universo.

Desde já, vejo os críticos consultando textos e com­binando versículos para trazerem á tona os erros do nosso tentame singelo. Aos bem-intencionados agradecemos sin­ceramente, por conhecer a nossa expressão de criatura falível, declarando que este livro modesto foi grafado por um Espírito para os que vivam em espírito; e ao pedan­tismo dogmático, ou literário, de todos os tempos, recorremos ao próprio Evangelho para repetir que, se a letra mata, o espírito vivifica.

Oferecendo, pois, este humilde trabalho aos nossos irmãos da Terra, formulamos votos para que o exemplo do Grande Convertido se faça mais claro em nossos cora­ções, a fim de que cada discípulo possa entender quanto lhe compete trabalhar e sofrer, por amor a Jesus-Cristo.

Pedro Leopoldo, 8 de julho de 1941.
Do livro Paulo e Estevão. Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Para ver mais de nossas postagens, Clique Aqui. Você também pode se cadastrar em nossa newsletter ou nosso RSS Feeds.

Comunicação Espiritual

Comunicação Espiritual

Autor: Orson Peter Carrara

Define-se comunicação como a ação de comunicar, informar, avisar, dar a conhecer. Processo necessário ao relacionamento e progresso da humanidade, foi usado de forma rudimentar nos primórdios da evolução e atinge atualmente patamares inimagináveis no passado. Desde a simplicidade do telégrafo ao rádio até a velocidade da Internet, a comunicação tem papel decisivo na vida humana.

Em dados de 1999(1) havia no Brasil 371 jornais de circulação diária, 38 milhões de domicílios com aparelhos de TV, 215.000 sites na Internet, quase 3.000 emissoras de rádio AM/FM (com 90% dos brasileiros dispondo de acesso ao rádio), um número considerável de revistas semanais ou mensais, 6 emissoras de TV aberta e suas milhares de retransmissoras, entre outros dados na área de informação que colocam à vista o patrimônio cultural da comunicação.

Quando se usa a expressão comunicação no ambiente espírita, pensa-se logo nos variados meios da manifestação mediúnica. É claro que não deixa de ser também comunicação, pois trazem também muita informação, instruem, ensinam, educam… Mas a comunicação espírita não se restringe à manifestação dos espíritos. Ele vai além, com o próprio conteúdo da Codificação, suas obras complementares e a natural continuidade das instruções que chegam do Plano Maior, a exigir nossa atenção, prudência e contínuo estudo.

Isto pede o interesse pelo estudo e divulgação, convidando aos esforços pelo espalhar da mensagem espírita.

Em O Livro dos Espíritos (2), no item VI da Introdução, encontramos o comentário de Kardec sobre o caráter das comunicações com os espíritos – que podem ser ocultas (pela influência que exercem com o nosso desconhecimento) ou ostensivas (pelas variadas formas de manifestações). Já no comentário à resposta da pergunta 973, o Codificador mostra os resultados dessas comunicações, colocando-nos cientes das realidades da vida além da morte. Em outra obra, em O Livro dos Médiuns (2) (capítulo X, NA 2ª parte), podemos encontrar a classificação das comunicações dos espíritos, dividas em grosseiras (que chocam a decência), frívolas (levianas), sérias (úteis sob vários aspectos) e instrutivas (que visam um ensinamento).

Porém, dentro das narrações do Evangelho e dos inúmeros exemplos que apresentam – na área da comunicação, extraímos um deles como exemplo para ilustrar a importante questão da comunicação, objetivo deste artigo.

Na visão de Ananias (de Atos dos Apóstolos, cap. IX, v.v.10 – 19), citada por Emmanuel no monumental Paulo e Estevão (3), recebendo a visita de Jesus pela visão e audição para informar-lhe sobre a situação de Saulo em Damasco, temos magnífico exemplo de comunicação vital para a transformação de um homem. Saulo fora informado para aguardar em Damasco sobre o que fazer – após o episódio da também visão do Mestre na entrada de Damasco, quando visava a prisão do mesmo Ananias. O processo de comunicação* foi completo.

Cairbar Schutel em seu livro Vida e Atos dos Apóstolos (4), comenta com muita propriedade que “(…)O trabalho de Ananias se limitaria a restituir a vista ao novo discípulo? Certamente que não. A missão de Ananias foi muito superior a esta. O principal escopo de Jesus, enviando Ananias a Saulo, foi fazê-lo confirmar a manifestação de Damasco, foi dar sanção à conversão iniciada na Estrada (…)”.

No não menos valioso livro Cristianismo e Espiritismo(5), de Léon Denis, já em sua introdução encontramos à página 11, 3º parágrafo: “Para quem quer que observe atentamente as coisas, os tempos que vivemos estão carregados de ameaças. Parece brilhante a nossa civilização, e, todavia, quantas manchas lhe obscurecem o esplendor! O bem-estar e a riqueza se têm espalhado, mas é acaso por suas riquezas que uma sociedade se engrandece? O objetivo do homem na terra, é, porventura, levar uma vida faustosa e sensual? Não! Um povo não é grande, um povo não se eleva senão pelo trabalho, pelo culto da justiça e da verdade. (…)” E prossegue nas páginas seguintes:

“(…) Contra essas doutrinas de negação e morte falam hoje os fatos. Uma experimentação metódica, prolongada, nos conduz a esta certeza: o ser humano sobrevive à morte e o seu destino é obra sua. (…) Todos, por esse meio, compreenderão que a vida tem um objetivo, que a lei moral tem uma realidade e uma sanção; que não há sofrimentos inúteis, trabalho sem proveito, nem provas sem compensação, que tudo é pesado na balança do divino Justiceiro.(…)”

Considerando que a meta da Doutrina Espírita, através de seus fundamentos, é o despertamento para os valores morais e éticos; o aperfeiçoamento moral da humanidade – através da lei do amor e no combate ao egoísmo, ao orgulho e seus derivados; a evolução moral do planeta, promovendo a fraternidade nos dois planos existenciais, vale pensar que:

1. Somente o estudo continuado da Doutrina Espírita pode garantir uma comunicação (e por extensão sua divulgação) coerente com sua proposta;
2. O julgamento prévio (de pessoas, situações, instituições ou ideologias) é a maior barreira da comunicação;
3. Temos um conhecimento útil para a humanidade, que pode combater eficazmente a pressão sócio-cultural negativa que tenta dominar o planeta.

Queremos construir uma sociedade melhor! Que estamos esperando?

*No processo de comunicação temos um transmissor e um receptor da informação e entre eles um canal. Como característica de um bom comunicador temos o perfil de um bom observador. Por sua vez, a qualidade da comunicação é avaliada pelo receptor. Observem os leitores na qualidade dos personagens envolvidos na questão, em vista da qualidade da informação e da recepção da mesma informação.

(1)Almanaque Abril 2000, Edit. Abril;
(2)Edições FEB;
(3)Psicografia de Chico Xavier, edição FEB;
(4)9ª edição – Editora O Clarim;
(5)8ª edição FEB, tradução de Leopoldo Cirne.

Para ver mais de nossas postagens, Clique Aqui. Você também pode se cadastrar em nossa newsletter ou nosso RSS Feeds.