31/01/2013 | Blog
Forças Psíquicas no Passe
Autor: Manoel Philomeno de Miranda (espírito)
“À medida que se vulgarizam e recebem aceitação as terapias alternativas, objetivando a saúde real, a técnica do amor ganha prestígio, por constatar-se que o fulcro de irradiação do pensamento mantém estreito intercâmbio com a emoção. Quanto mais expressiva a quota de amor, irradiando-se em forma de energia positiva, mais favoráveis se fazem os resultados terapêuticos nos tentames de auxílio ao próximo.
O amor lúcido carreia forças plenificadoras que robustecem as áreas psíquica, emocional e física daquele a quem é dirigido.
Sendo a chave simbólica para a solução do mais intrincados problemas, ele exterioriza simpatia em sucessivas ondas de renovação que penetram o paciente, revigorando-o para o prosseguimento dos compromissos assumidos.
A canalização do amor é decorrência do pensamento que se sensibiliza pela emoção, exteriorizando força psíquica complementadora, que se dirige no mesmo rumo da afetividade.
Toda vez que Jesus foi convocado a curar, procurou despertar o suplicante para a responsabilidade da saúde, para o compromisso com a vida. Invariavelmente, interrogava-o, se queria realmente curar-se, após cuja anuência, mediante o toque o amor, Ele recuperava os órgãos afetados, restabelecendo a harmonia no ser, cuja preservação, a partir daí, dependia do mesmo.
Tocando o doente, suavemente, sem complexidades no gesto, desejando e emitindo o pensamento curador, alongando-se, psiquicamente até o necessitado onde estivesse, o seu amor reabilitava, recompunha, liberava, sarava, enfim.
A incontestável força da mente ora demonstrada em inúmeras experiências de laboratório, decorre da sua educação e da canalização que se lhe oferece, favorecendo alcançar o alvo ao qual se dirige.
O sentimento de amor que o comanda é complemento essencial para o logro da finalidade a que se destina.
Não obstante, na terapia através dos passes, além da energia mental e do sentimento de afetividade, são inestimáveis outros recursos que lhe formam e definem a qualidade superior.
Referimo-nos às aspirações íntimas, aos anseios emocionais que devem viger em todo aquele que se candidata ao labor da transfusão da bioenergia curadora.
O pensamento exterioriza o somatório das vibrações do psiquismo e, como é natural, torna-se indispensável que essas sejam constituídas de recursos positivos e saudáveis, sem as pesadas cargas deletérias dos vícios e dependências perturbadoras.
Cada qual é o que cultiva; exterioriza aquilo que elabora.
Não há milagre transformador de caráter vicioso, num momento produzindo energias salutares, que não existem naquele que pretende improvisá-las.
Todo recurso é resultado do esforço e a força psíquica se deriva dos conteúdos das ações realizadas.
Quem, portanto, deseje contribuir na terapia socorrista mediante os passes, despreocupe-se das fórmulas e das aparências, perfeitamente dispensáveis, para cuidar dos recursos morais, espirituais que devem ser desenvolvidos em si mesmo.
Tabaco, alcoólicos, drogas aditivas são grandemente perniciosos aos pacientes que lhes recebem as cargas de natureza tóxica. Igualmente, as emanações do desregramento sexual, dos distúrbios de comportamento emocional, da intriga, da maledicência, do orgulho, do ódio e seus famanazes, tornam-se de caráter destrutivo, que irão agravar o quadro daqueles que se lhes submetem.
Na terapia pelos passes, torna-se imprescindível a sintonia do doador com o passivo, a receptividade do paciente em relação ao agente, sem o que, os resultados se tornam iníquos, quando não decepcionantes.
A pedra que não tem poros, após milênios mergulhada no oceano, ao ser partida, apresenta-se seca no seu interior.
Ame-se e cure-se, quem deseje participar da solidariedade humana, no ministério do socorro aos enfermos, a fim de melhor ajudar.
Exteriorize o amor e anele firmemente pela saúde do próximo, deixando-se penetrar pela energia divina de que se fará instrumento e, exteriorizando-a com a sua própria vibração, atenda os irmãos enfraquecidos na luta, caídos na jornada, desorganizados nas paisagens do equilíbrio.
A terapia pelos passes é doação de amor e de saúde pessoal, dispensando quejandos e aparatos mecânicos de sugestão exterior”.
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, em 11/11/92, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador – BA.
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31/01/2013 | Blog
Mediunidade
Autor: Emmanuel (espírito) / psicografia de Chico Xavier
PREFÁCIO
Acena-nos a antiguidade terrestre com brilhantes manifestações mediúnicas, a repontarem da história.
Discípulos de Sócrates referem-se, com admiração e respeito, ao amigo invisível que o acompanhava constantemente.
Reporta-se Plutarco ao encontro de Bruto, certa noite, com um de seus perseguidores desencarnados, a visitá-lo, em pleno campo.
Em Roma, no templo de Minerva, Pausânias, ali condenado a morrer de fome, passou a viver, em Espírito, monoideizado na revolta em que se alucinava, aparecendo e desaparecendo aos olhos de circunstantes assombrados, durante largo tempo.
Sabe-se que Nero, nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora do corpo carnal, junto de Agripina e de Otávia, sua genitora e esposa, ambas assassinadas por sua ordem, a lhe pressagiarem a queda no abismo.
Os Espíritos vingativos em torno de Calígula eram tantos que, depois de lhe enterrarem os restos nos jardins de Lâmia, eram ali vistos, freqüentemente, até que lhe exumaram os despojos para a incineração.
Todavia, onde a mediunidade atinge culminâncias é justamente no Cristianismo nascituro.
Toda passagem do Mestre inesquecível, entre os homens, é um cântico de luz e amor, externando-lhe a condição de Medianeiro da Sabedoria Divina.
E, continuando-lhe o ministério, os apóstolos que se lhe mantiveram leais converteram-se em médiuns notáveis, no dia de Pentecostes (2), quando, associadas as suas forças, por se acharem “todos reunidos”, os emissários espirituais do Senhor, através deles, produziram fenômenos físicos em grande cópia, como sinais luminosos e vozes diretas, inclusive fatos de psicofonia e xenoglossia, em que os ensinamentos do Evangelho foram ditados em várias línguas, simultâneamente, para os israelitas de procedências diversas.
Desde então, os eventos mediúnicos para eles se tornaram habituais.
Espíritos materializados libertavam-nos da prisão injusta (3)
O magnetismo curativo era vastamente praticado pelo olhar (4) e pela imposição das mãos (5).
Espíritos sofredores eram retirados de pobres obsessos, aos quais vampirizavam (6).
Um homem objetivo e teimoso, quanto Saulo de Tarso, desenvolve a clarividência, de um momento para o outro, vê o próprio Cristo, às portas de Damasco, e lhe recolhe as instruções (7).
E porque Saulo, embora corajoso, experimente enorme abalo moral, Jesus condoído, procura Ananias, médium clarividente na aludida cidade, e pede-lhe socorro para o companheiro que encetava a tarefa (8).
Não somente na casa dos apóstolos em Jerusalém mensageiros espirituais prestam contínua assistência aos semeadores do Evangelho; igualmente no lar dos cristãos, em Antióquia, a mediunidade presta serviços valiosos e incessantes. Dentre os médiuns aí reunidos, um deles, de nome Agabo (9), incorpora um espírito benfeitor que realiza importante premonição. E nessa mesma igreja, vários instrumentos medianímicos aglutinados favorecem a produção da voz direta, consignando expressiva incumbência a Paulo e Barnabé (10).
Em Tróade, o apóstolo da gentilidade recebe a visita de um varão, em Espírito, a pedir-lhe concurso fraterno (11).
E, tanto quanto acontece hoje, os médiuns de ontem, apesar de guardarem consigo a Bênção Divina, experimentavam injustiça e perseguição. Quase por toda parte, padeciam inquéritos e sarcasmos, vilipêndios e tentações.
Logo no início das atividades mediúnicas que lhe dizem respeito, vêem-se Pedro e João segregados no cárcere. Estêvão é lapidado. Tiago, o filho de Zebedeu, é morto a golpes de espada. Paulo de Tarso é preso e açoitado várias vezes.
A mediunidade, que prossegue fulgindo entre os mártires cristãos, sacrificados nas festas circenses, não se eclipsa, ainda mesmo quando o ensinamento de Jesus passa a sofrer estagnação por impositivos de ordem política. Apenas há alguns séculos, vimos Francisco de Assis exalçando-a em luminosos acontecimentos; Lutero transitando entre visões; Teresa d’Ávila em admiráveis desdobramentos; José de Copertino levitando ante a espantada observação do papa Urbano VIII, e Swedenborg recolhendo, afastado do corpo físico, anotações de vários planos espirituais que ele próprio filtra para o conhecimento humano, segundo as concepções de sua época.
Compreendemos, assim, a validade permanente do esforço de André Luiz, que, servindo-se de estudos e conclusões de conceituados cientistas terrenos, tenta, também aqui (12), colaborar na elucidação dos problemas da mediunidade, cada vez mais inquietantes na vida conturbada do mundo moderno.
Sem recomendar, de modo algum, a prática do hipnotismo em nossos templos espíritas, a ele recorre, de escantilhão, para fazer mais amplamente compreendidos os múltiplos fenômenos da conjugação de ondas mentais, além de com isso demonstrar que a força magnética é simples agente, sem ser a causa das ocorrências medianímicas, nascidas, invariavelmente, de espírito para espírito.
Em nosso campo de ação, temos livros que consolam e restauram, medicam e alimentam, tanto quanto aqueles que propõem e concluem, argumentam e esclarecem.
Nesse critério, surpreendemos aqui um livro que estuda.
Meditemos, pois, sobre suas páginas.
EMMANUEL
Uberaba, 6 de agosto de 1959.
(2) Atos, 2:1-13.
(3) Atos 5:18-20
(4) Atos 3:4-6
(5) Atos 9:17
(6) Atos 8:7
(7) Atos 9:3-7
(8) Atos 9:10-11
(9) Atos 11:28
(10) Atos 13:1-4
(11) Atos 16:9-10
(12) Sobre o tema desta obra, André Luiz é o autor de outro livro, intitulado Nos Domínios da Mediunidade. – (Nota da Editora).
Livro: Mecanismos da mediunidade. – André Luiz (espírito)
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31/01/2013 | Blog
O Fenômeno Mediúnico
Autor: Manoel Philomeno de Miranda (espírito) / psicografia de Divaldo Franco
O fenômeno mediúnico, para expressar-se com segurança, exige toda a complexidade do mecanismo fisiopsíquico do homem que a ele se entrega, assim como da perfeita identificação vibratória do seu comunicante.
Para o desiderato, o perispírito do encarnado exterioriza-se em um campo mais amplo, captando as vibrações do ser que se lhe acerca, por sua vez, igualmente ampliado, graças a cuja sutileza interpenetram-se, transmitindo reciprocamente os seus conteúdos de energia, no que resulta o fenômeno equilibrado.
Às vezes, automaticamente, dá-se a comunicação espiritual, produzindo o fato mediúnico, ora por violenta injunção obsessiva e, em outras oportunidades, por afinidades profundas, quando a ocorrência é elevada.
Seja porém, como for, sem o contributo e a ação do Perispírito, a tentativa não se torna efetivo.
Desse modo o conhecimento do Perispírito é de vital importância para quantos desejam exercitar a mediunidade colocando-a a serviço de ideais enobrecedores.
Penetrabilidade, elasticidade, fluidez, materialização, depósito das memórias passadas entre outras oferecem compreensão e recurso para melhor movimentação dessas características, algumas das quais são imprescindíveis para a execução da tarefa, no fenômeno de intercâmbio espiritual.
A fixação da mente, através da concentração, proporciona dilatação do campo perispirítico e mudança das vibrações que variam das mais grosseiras às mais sutis a depender, igualmente, do comportamento moral do indivíduo.
O pensamento é o agente das reações psíquicas e físicas, sem o que, os automatismos desordenados levam aos desequilíbrios e aos fenômenos mediúnicos perturbadores, que respondem pelas obsessões de variada nomenclatura, que aturdem e infelicitam milhões de criaturas invigilantes e desajustadas.
Todo fulcro de energia irradia-se em um campo que corresponde à sua área de exteriorização, diminuindo a intensidade, à medida que se afasta do epicentro. Graças a isto, são conhecidos os campos gravitacional e atômico, no macro e microcosmo, conforme os detectou Albert Einstein.
Na área psicológica não podemos ignorar-lhe a presença nas criaturas, gerando as simpatias – por decorrência de afinidades vibratórias entre as pessoas que se identificam – e a antipatia – que deflui do choque das ondas que se exteriorizam, portadoras de teor diferente produzindo sensações de mal-estar.
Invisível, no entanto preponderante nos mais diversos mecanismos da vida, o campo é encontrado no fenômeno mediúnico, através de cuja irradiação é possível o intercâmbio.
Cada ser humano, encarnado ou não, vibra na faixa mental que lhe é peculiar, irradiando uma vibração especifica.
Quando nas comunicações, os teores são diferentes, a fim de produzir-se a afinidade, o médium educado sintoniza com o psiquismo irradiante daquele que se vai comunicar, e se este é portador de altas cargas deletérias, demorando-se sob vibrações baixas, o hospedeiro permite-se dela impregnar até que, carregado dessas energias pesadas, logra envolver-se no campo propiciador, portanto, de igual qualidade, cedendo as funções intelectuais e orgânicas à influência do ser espiritual que passa a comandá-lo, embora sob a sua vigilância em Espírito, que não se aparta, senão parcialmente, do corpo.
Quando se trata de Entidade portadora de elevadas vibrações, mais sutis que as habituais do médium, este, pelas ações nobres a que se entrega, pela oração e concentração, em que se fixa, libera-se das cargas mais grosseiras e sutiliza a própria irradiação, enquanto o Benfeitor, igualmente concentrado, condensa, pela ação da vontade e do pensamento, as suas energias até o ponto de sintonia, proporcionando o fenômeno de qualidade ideal.
Em casos especiais, nos quais seres muito elevados ou grotescos, nos extremos da escala vibratória compatível com a Vida na Terra, vêm-se comunicar, os Mentores, que mais facilmente manipulam as energias, tornam-se os intermediários que filtram as idéias e canalizam-nas em teor mais consentâneo com o campo do sensitivo, ocorrendo o fenômeno da mediunidade disciplinada.
O fenômeno mediúnico, portanto, a ocorre no campo de irradiação do Espírito através do Perispírito, está sempre a exigir um padrão vibratório equivalente, que decorre da conduta moral, mental e espiritual de todo aquele que se faça candidato.
Certamente, como decorrência do campo perispiritual, diversos núcleos de vibrações, nos quais se fixa o Espírito ao corpo, bem como em face do mecanismo de algumas das glândulas de secreção endócrina, apresentam-se as possibilidades ideais para o intercâmbio espiritual de natureza mediúnica.
Assim havendo constatado, foi que o Codificador do Espiritismo com sabedoria afirmou que a faculdade “é simplesmente uma aptidão para servir de instrumento, mais ou menos dócil aos Espíritos em geral que “os médiuns emprestam o organismo material que falta a estes para nos transmitirem as suas instruções”.
Revista Presença Espirita setembro de 1991, psicografia de Divaldo Pereira Franco.
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31/01/2013 | Blog
Transfiguração, Multiplicação dos pães, e “Ressurreições” operadas por Jesus
Autor: Therezinha Oliveira
A Transfiguração (Mt. 17 1/8, Mc. 9 2/8 e Lc. 9 28/36. )
Resumamos as narrativas evangélicas:
Jesus levou Pedro, Tiago e João em particular a um alto monte, com o propósito de orar.
Enquanto ele orava: seu rosto se modificou, resplandecia como o sol; suas vestes tomaram-se brancas como a luz.
E apareceram Moisés e Elias (ambos já desencontrados) e conversavam os três sobre sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém.
Explicação espírita do fenômeno
A transfiguração é “uma transformação fluídica, uma espécie de aparição perispirítica, que se produz sobre o próprio corpo do vivo” ; “geralmente é perceptível a todos os assistentes e com os olhos do corpo, precisamente por se basearem na matéria carnal visível”. Pode-se dar pela vontade da própria pessoa ou sob influência externa. (Vide Allan Kardec, “A Gênese”, cap. XIV, item 39; e a “Revista Espírita” de março de 1859.) Quando orou, Jesus se expandiu perispiritualmente, superpondo ao corpo novo aspecto e apresentando grande irradiação. A luminosidade propagou-se às suas vestes e através delas.
Quanto à presença de Moisés e Elias, foi um fenômeno de materialização (Pedro, Tiago e João eram médiuns de efeitos físicos), que será estudado em aula posterior.
A multiplicação de pães e peixes
Relatam os evangelistas que Jesus por 2 vezes multiplicou pães e peixes para atender à multidão que o seguira até uma região “deserta” (longe de cidades) e ali ficara ouvindo-o e recebendo curas mas, por não se terem munido de alimentos, estavam a ponto de passar fome.
A primeira multiplicação é relatada por Mt, 14 vs. 13/23, Mc. 6 vs. 30/44, Lc. 9 vs, 10/17 e Jo. 6 vs, l/15. A segunda somente por Mt. 15 32/39 e Mc. 8 1/10.
As diferenças entre as duas são pequenas, pois em ambas Jesus aproveitou o de que dispunham (alguns pães e peixes) ;
mandou que o povo se assentasse em grupos (ordenou a multidão); orou (tomando os pães e peixes, ergueu os olhos aos céus e os abençoou); depois fez a repartição entre os discípulos e estes para o povo; todos comeram à vontade (milhares de homens, além das mulheres e crianças) ; e ainda sobraram muitos cestos com pedaços de pão e de peixe, que Jesus mandou recolher para nada se perder.
Como explicar esse fenômeno?
Kardec entende que não houve o fenômeno materialmente (“A Gênese”, cap. XV, item 48). A passagem seria simbólica, representando que Jesus “alimentou” espiritualmente a multidão que, magnetizada por sua presença e atenta à sua palavra, nem sentiu a falta de alimento físico. Assim queria Jesus que os discípulos também “alimentassem” o povo, quando lhes disse:
“Não é preciso que se retirem; dai-lhes vós de comer”.
Também se pode pensar que, além dos poucos pães e peixes trazidos pelos discípulos, outras pessoas tivessem mais alimentos consigo e, ante o exemplo de doação generosa, acabaram por entregá-los também para a repartição entre todos. Aí, deu e sobrou.
Entretanto, não seria impossível um fenômeno de efeitos físicos, materializando substâncias. Em “O Livro dos Médiuns” (cap. VIII, Do Laboratório do Mundo Invisível), vemos que os espíritos podem não só reproduzir aparência de alimentos mas fazer que essas substâncias materializadas dêem até “a impressão de saciedade”, quando ingeridas.
Mas para que teria Jesus realizado um fenômeno de efeitos físicos assim, multiplicando pães e peixes? Talvez com o objetivo de ensinar que precisamos pensar no próximo, no que ele necessita, e ajudar a atender essa necessidade; fazer isso orientando e ordenando o povo, doando o que nos for possível, buscando também o auxílio espiritual (orou antes de multiplicar) e não desperdiçando recursos (mandou recolher o que sobrasse).
Qual foi a repercussão?
Foi grande. A multidão, depois, queria proclamar rei a Jesus.
Mas ele não aceitou. E advertiu a todos: “Trabalhai não pela comida que perece mas pela que permanece para a vida eterna”, ou seja, que procurassem assimilar sua mensagem, seus ensinos e exemplos.
Ressurreições
No Velho e no Novo Testamentos, há relatos de ressurreições, isto é, de pessoas que estavam mortas e voltaram a viver.
Como aceitar tais relatos se, à luz da Ciência, fatos assim são impossíveis e também não mais os vemos ocorrer nos dias de hoje?
O que a Ciência constata são casos em que as pessoas sofreram:
morte clínica: com parada cardíaca, perda da respiração, da consciência e dos movimentos; ‘ – letargia (do latim, letargia): perda momentânea da sensibilidade e do movimento, dando ao corpo aparência de morte real;
catalepsia (do grego, katálepsis): perda momentânea, algumas vezes espontânea, da sensibilidade e do movimento em determinada parte do corpo.
São, os três, estados patológicos ou anômalos. Geralmente a pessoa pode se recuperar deles, em minutos ou dias, havendo as condições e ajuda adequadas.
Explicação espírita de tais estados
Havendo desligamento parcial do perispírito, o espírito deixa de tomar contato, temporariamente, com determinada região do corpo ou no seu todo, porque lhe falta o elemento de ligação com ele.
O desligamento perispiritual pode se dar por causas orgânicas ou espirituais (inclusive por influência de outrem). Mas enquanto os laços fluídicos não se desataram totalmente e o corpo ainda tem vitalidade, sem lesão irreversível nos órgãos, será possível fazer a pessoa retomar ao normal: restaurando as condições do funcionamento orgânico; auxiliando fluidicamente (magnetismo humano ou espiritual) ; estimulando o espírito à ação sobre o corpo;
afastando o espírito perturbador (se houver).
Mas, ao tempo de Jesus, se uma pessoa caísse em estado letárgico não haveria no local um médico que a examinasse e soubesse reconhecer que ela estava viva. (Quase não havia “doutores” na Palestina, naquela época, e muitos dos que assim se consideravam eram rabinos e, às vezes, curandeiros ; conheciam-se poucos remédios genuínos, se bem que se usassem várias ervas medicinais).
Por isso, as pessoas em estado letárgico acabavam sendo consideradas mortas. E como o sepultamento de cadáveres era feito no próprio dia da morte (às vezes de modo imediato: Atos 5, 1/11), podia não dar tempo de a pessoa se recuperar da letargia.
Após estes esclarecimentos, leiamos e analisemos os 3 casos em que Jesus “ressuscitou” pessoas, que foram:
o filho da viúva de Naim (Lc. 7 vs. l1/17);
a filha de Jairo, chefe da sinagoga de Cafarnaum (Lc. 8 40/42 e 49/56) ;
Lázaro (Jo. l 1, 1/45).
Observações:
No caso da filha de Jairo e de Lázaro, Jesus afirma textualmente que a pessoa não está morta mas dorme. Também ocorreria o mesmo quanto ao filho da viúva de Naim.
Jesus orou antes de “ressuscitar” Lázaro; certamente o fez também nas outras vezes mas, ou não foi em voz alta, ou não ficou relatado.
Os discípulos estavam sempre por perto; mas provavelmente se utilizava Jesus dos fluidos de Pedro, Tiago e João (médiuns de efeitos físicos), pois estes apóstolos foram os únicos que admitiu entrassem com ele para fazer a “ressurreição” da filha de Jairo.
Jesus se encaminhou para o túmulo de Lázaro, que “era uma gruta, a cuja entrada tinham posto uma pedra”. Esclarece bem o evangelista João, pois o sepultamento, entre os judeus, não era feito sob a terra (como o fazemos atualmente) mas nas rochas, em cavernas naturais ou artificiais, fechando-se a entrada por meio de pedras, para proteger de eventual ataque de animais. Preferiam sepultar em lugares distanciados das habitações, fora dos muros da cidade.
Portanto, apesar de sepultado logo após a sua “morte”, Lázaro não estava sob a terra mas numa gruta, com oxigenação suficiente para sobreviver ao estado letárgico em que caíra.
“Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias”, disse Marta, irmã de Lázaro, quando Jesus mandou removessem a pedra da entrada do sepulcro. Era o que Marta pensava mas não a realidade, pois Lázaro não morrera, e seu corpo, em estado letárgico, não estava em decomposição.
Nos três casos, Jesus falou diretamente à pessoa para que se levantasse. Em espírito, podiam ouvi-lo e agir sobre o corpo, após haverem recebido a ajuda fluídica de Jesus. No caso da menina, Lucas diz expressamente: “voltou-lhe o espírito” (quer dizer que estava afastado) e então “ela imediatamente se levantou”.
(Vide “O Livro dos Espíritos”, 2a parte, cap. VIII, pergs. 422/424 e “A Gênese”, cap. XV, itens 37 a 40.) Por mais admirável que a “ressurreição” física nos pareça, ela é de efeito temporário, pois um dia o “ressuscitado” terá de desencarnar mesmo.
Que haverá “ressurreição” espiritual para todos nós, além da morte do corpo, é verdade, pois continuaremos a viver em espírito. Porém, em que estado despertaremos nesse além? Felizes ou infelizes, conforme nossos pensamentos, sentimentos e ações.
Que mais nos importa, então? É a “ressurreição” moral, o despertamento nosso em espírito, para sairmos da “morte espiritual” (erro, inércia, vício, usura, etc.) na direção da vivência correta e plena de nossas potencialidades espirituais.
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31/01/2013 | Blog
A Morte divide as Fases da nossa Vida
Autor: Martins Peralva
“Necessário vos é nascer de novo” (Jesus a Nicodemos)
Entre inúmeros benefícios que decorrem do estudo e da assimilação da Doutrina Espírita, podemos indicar, sem dificuldade, aquele que orienta o homem acerca do milenário problema da Morte.
Inegavelmente, sem qualquer partidarismo, somos levados a compreender que só o Espiritismo estuda o velho problema, com riqueza de pormenores, uma vez que sobre tal assunto muito pouco, ou que nada, disseram as demais religiões, que se limitaram, simplesmente, a admitir e anunciar a existência do Mundo Espiritual.
Sem as consoladores luzes da nossa amada Doutrina, marcharia o homem para o túmulo – diremos melhor; para a Pátria da Verdade – sem idéia segura do que lhe acontecerá após o choque biológico do desenlace.
Nenhuma noção da morte.
Nenhum conhecimento das leis admiráveis que rege a vida no plano espiritual.
Nenhuma informação sobre o que sucede a ama durante e depois da desencarnação.
Em suma, verdadeiro cego, ante o mundo grandioso que o aguarda; um indígena, atônito, perplexo nos pórticos de estranha, quão maravilhosa civilização.
Essa ignorância, praticamente total, a respeito de tão importante problema, é a triste herança de velhas e novas religiões mestras no ocultar e fantasiar a realidade da vida além das fronteiras terrenas.
Religiões que procederam e procedem à maneira dos cronistas sociais modernas: depois eu conto¼
O Espiritismo é profundamente, intensamente realista, tanto nesse como em todos os assuntos de interesse da alma eterna.
Identificando a criatura, sem subterfúgio de qualquer espécie, com os seus postulados, fazendo-a absorver a parcela de verdade que ela suporta, torna-se tranqüila ante a perspectiva da desencarnação.
Não cremos, nem anunciamos um Céu grandioso, adquirível à custa de promessas, espórtulas, louvaninhas ou petitórios, nem um inferna tenebroso, eterno, de onde jamais sairemos.
O nosso conceito a respeito da morte e de suas conseqüências, se alicerça no Evangelho: “A cada um será dado de acordo com as suas obras”.
Seria, naturalmente, leviandade afirmarmos que o Espiritismo já revelou, em toda a sua extensão e plenitude, a vida no plano extrafísico.
Expressando, todavia, a misericórdia divina, vem erguendo gradualmente, em doses nem sempre homeopáticas, a cortina que separa o mundo físico do mundo espiritual, consentindo estendamos o olhar curioso, indagativo, sobre o belo panorama da vida além da carne.
O espírita convicto não teme a morte, nem para si nem para os outros, mas procurar cumprir, da melhor maneira possível, apesar de suas imperfeições, imperfeições que não desconhece, os deveres que lhe cabem na erra, aguardando, assim, confiante, a qualquer tempo, hora e lugar, o momento da Grande Passagem.
Não a considera pavorosa, lúgubre, terrificante, tampouco a define por suave e milagrosa porta de redenção e felicidade.
O Espiritismo ensina, com apoio no Cristianismo, que não há das vidas, mas sim duas fases, que se prolongam, de uma só vida.
Se a Doutrina preleciona: “nascer, morre, renascer ainda, progredir continuamente” Jesus notifica a Nicodemos: “necessário vos é nascer de novo”.
A uma daquelas fases, dá-se o nome de Etapa Corporal. Vai do berço ao túmulo. À outra, dá-se o nome de Etapa Espiritual. Vai do túmulo ao berço.
A nossa alma é como o Sol, que se esconde no horizonte, ao pôr de um dia, para, no alvorecer de novo dia, retornar pelo mesmo caminho.
A vida, em si mesma, é sublime cadeia de experiências que se repetem, séculos e mais séculos, até que obtenhamos a perfeição.
Maravilhosa cadeia, cujos elos se entrelaçam, se entrosam, se harmonizam, justapostos…
Pensando atuando dentro da conceituação, estranha para muitos, por enquanto, porém muito lógica e racional para nós, sabe o espírita, em tese, o que a Morte, como fenômeno simplesmente transitivo, lhe reservará.
Sabe que o sistema de vida adotado aqui na Terra, o seu comportamento ético, terá justa e equânime correspondência no mundo espiritual que é indefectivamente, um prolongamento do terráqueo.
Boas sementes, bons frutos produzem.
Más sementes, amargos frutos produzem.
Seremos, aqui e em qualquer parte, o resultado de nós mesmos, de nossos atos, pensamentos e palavras, sem embargo da generosas intercessões de amigos que se nos anteciparam na Grande Viagem.
Proporcionando alegria e amparo, alimento e instrução, aqui na Terra, aos nossos semelhantes, a Lei nos assegurará, no Plano Espiritual, instrução e alimento, amparo e alegria.
Tais noções, hauridas no Espiritismo, tornam o homem mais responsável e mais cuidadoso, mais esclarecido e mais consciente, compelindo-o a passos mais seguros, dentro da Vida – em suas duas faces – para que a Vida lhe sorria, agora e sempre.
Evidentemente, sem subestimar, nem sobreestimar a morte, o espírita caminha, luta, sofre, trabalha e evolui conscientemente, na direção do Infinito Bem, felicidade, os renas cimentos, sucessivos a que se referiu Jesus, no diálogo com Nicodemos.
O que é a morte? – Ótima reflexão sobre a morte => https://m.facebook.com/espiritismobrasilcom/videos/887811101677513
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31/01/2013 | Blog
Os Fenômenos Espíritas
Autor: Rodolfo Calligares
São Inumeráveis os Fatos narrados na Bíblia cuja ação se atribui a Espíritos bons (anjos) ou a Espíritos maus (demônios).
O Livro de Tobias, que não aparece nas edições populares, mas consta da Bíblia oficial católica romana, relata o caso da materialização de um Espírito superior, o anjo Rafael, e sua manifestação ostensiva, qual se fora um homem como nós, em episódios que se prolongaram por muitos dias. Esse anjo, interrogado sobre sua identidade, informou ser “um dos filhos de Israel” e, à pergunta de Tobias: “de que família ou de que tribo és tu?”, respondeu: “eu sou Azarias, filho do grande Ananias” (Cap. 5, vv. 7, 16, 18).
O Evangelho de Marcos relata que um homem se chegou a Jesus, dizendo-lhe:
“Mestre, eu te trouxe meu filho possuído de um espírito mudo, o qual, onde quer que o apanha, lança-o por terra, e o moço deita espuma pela boca, e range com os dentes, e vai-se mirrando. Trazei-mo, disse Jesus. Trouxeram-lhe então, e ainda bem ele não tinha visto Jesus, quando logo o espírito imundo começou a agitá-lo com violência, até que caiu por terra, onde se revolvia, babando-se todo.
Perguntou Jesus ao pai dele: Quanto tempo faz que lhe sucede isto?
E ele disse: Desde a infância. O demônio o tem lançado muitas vezes no fogo, e muitas na água, para o matar; porém, se tu podes alguma coisa, ajuda-nos, tem compaixão de nós.
Disse-lhe pois Jesus: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê.
Imediatamente o pai do moço, gritando, dizia com lágrimas: Sim, Senhor, eu creio, ajuda a minha incredulidade.
E Jesus, vendo que o povo concorria,
ameaçou o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito surdo e mudo, eu te mando, sai desse moço e não tornes a entrar nele” (Cap. 9, vv. 17-25).
Tendo ficado claro, através dos textos acima, que “anjo” e “demônio” são designações equivalentes a “Espírito bom”
e “Espírito mau”, podem os leitores verificar, por si mesmos, quanto são abundantes os fenômenos espiríticos registrados nas Sagradas Escrituras.
Eis mais alguns, que oferecemos à consideração dos que não disponham de tempo para uma busca demorada:
David afastava, por meio de música, o Espírito maligno que atormentava o rei Saul (I Samuel, 16: 14 e 23).
Este mesmo Saul, servindo-se da pitonisa de Endor, faz evocar o espírito de Samuel, o qual se manifesta e lhe prediz a morte no dia seguinte, o que de fato sucedeu (I Samuel, cap. 28: 7 a 19).
Elifas refere a Jó: “…e ao passar diante de mim um Espírito, os cabelos de minha carne se arrepiaram” (Jó, 4:15).
O rei da Babilônia vê a mão materializada de um Espírito a escrever na parede (Daniel, 5:5).
O profeta Elias recebe alimentos colocados ao seu lado, no deserto, por um anjo ou espírito do Senhor (I Reis, 19:5 a 7).
O rei Jorão recebe uma comunicação, escrita pelo espírito deste profeta (II Crônicas, 21:12).
Na noite anterior ao combate com Nicanor, Judas Macabeu tem uma visão em que lhe aparecem o sacerdote Onias e o profeta Jeremias, de há muito falecidos. Jeremias ofertou uma espada a Judas e predisse-lhe a vitória. Encorajados pelo relato da visão, os judeus combateram intrepidamente e derrotaram o inimigo (II Macabeus, cap. 15).
Moisés e Elias aparecem a Jesus e falam com ele (Mat., 17:3).
No dia de Pentecostes, achando-se os
apóstolos reunidos, viu-se descer sobre eles algo semelhante a línguas de fogo, e começaram a falar em várias línguas. Isto deu azo a que alguns dos circunstantes, supondo-os embriagados, escarnecessem deles. Pedro, então, tomando a palavra, esclarece: “Isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que eu derramarei do meu espírito sobre toda a carne, e profetizarão vossos filhos e vossas filhas, e os vossos mancebos verão visões, e os vossos anciãos sonharão sonhos. E certamente naqueles dias derramarei do meu espírito sobre os meus servos e sobre as minhas servas, e profetizarão” (Atos, 2: 1-18).
O Espírito de um macedônio aparece ao apóstolo Paulo, e roga-lhe que ajude seus concidadãos (Atos, 16:9).
Este mesmo apóstolo, falando ao rei Agripa, assim lhe descreve como foi chamado ao ministério cristão:
“Ao meio dia, vi, ó rei, no caminho uma luz do céu, que excedia o resplendor do sol, a qual me cercou a mim, e aos que iam comigo. E como todos nós caíssemos por terra, ouvi uma voz que me dizia em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me
persegues? dura coisa te é recalcitrar contra o aguilhão.
Então disse eu: Quem és tu, Senhor?
E o Senhor me respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e põe-te em pé; porque eu por isso te apareci, para te fazer ministro e testemunha das coisas que viste, e de outras que te hei de mostrar em minhas aparições” (Atos, 26: 13-16).
Diante disto, afirmar-se que o Espiritismo não encontra apoio na Bíblia é o mesmo que pretender “tapar o sol com uma peneira”.
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